08 de julho de 2026
Geral

Despreparo justifica índice, diz Ciretran

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O despreparo dos alunos inscritos para fazer a prova prática de moto justifica o alto índice de reprova. A opinião é do delegado da 5.ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), Abel de Barros Cortez, para quem os principais erros cometidos durante o exame não estão relacionados à pista.

“Cerca de 90% dos alunos comentem faltas eliminatórias, o que denota claramente a falta de preparo. Não há obrigatoriedade do aluno ser treinado no Centro de Treinamento. Ele não pode ser preparado como máquina (sob risco de colocar a vida de outros condutores em situação de perigo)”, alerta.

O delegado não descarta a possibilidade dos candidatos se submeterem ao exame sem cumprir as 15 aulas mínimas exigidas. De acordo com Cortez, na mesma época em que a prova foi transferida do Centro de Treinamento para o Sambódromo, houve uma mudança da legislação e no controle das aulas.

Naquele período, a monitoração era feita por um sistema informatizado. Atualmente, o número de aulas é declarado pelas próprias auto-escolas, que podem responder na área cível, administrativa e criminal se não cumprirem com a exigência. “A Ciretran quer deixar um alerta para o candidato a condutor: ele tem que exigir as (15) aulas”, afirma Cortez.

Caso contrário, diante de uma denúncia, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dele pode ser cancelada. Essa possibilidade (de dissonância com a exigência) foi rechaçada em cinco auto-escolas consultadas pelo JC. Elas foram unânimes ao afirmar que o aluno é bem preparado e que as aprovações representam a melhor propaganda do estabelecimento. Por essa razão, questionam o percentual de reprova e o atribuem à pista.

“O aluno que reprova não indica (o serviço para outra pessoa). Temos interesse que ele passe. Diminuiu o índice de aprovação por causa da pista”, reitera o instrutor Flávio Márcio Molina. Concorda com ele o colega Marcos Roberto de Souza.