A Regional de Bauru da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) promoveu anteontem e ontem um curso intensivo visando qualificar seus eletricistas para a realização correta da poda das árvores cujos galhos atingem ou podem atingir a fiação da rede elétrica. Participaram do curso 23 funcionários da empresa das cidades de Bauru, Iacanga, Duartina, Presidente Alves, Agudos e Pederneiras. Na área comandada por Bauru existem 73 eletricistas, mas os outros 50 já haviam se qualificado em oportunidades anteriores.
Segundo o engenheiro líder de Serviços de Campos da CPFL-Bauru, Luiz Antônio Tesser, além de orientar os trabalhadores a fazer podas sem prejudicar a árvore e de forma que os galhos não cresçam rapidamente em direção à fiação, o curso também visa garantir à empresa a manutenção de sua certificação ambiental referente ao sistema ISO 9000. Para isso, a empresa deve manter a totalidade de seus eletricistas qualificados para o serviço de poda.
O curso foi ministrado pelo engenheiro agrônomo especializado em arborização, Marcelo Crestana, que passou aos eletricistas os princípios básicos de manejo para a realização correta das podas. â€œÉ preciso evitar que a concepção da empresa de apenas livrar a fiação elétrica não acabe com árvores mutiladas ou desequilibradasâ€, diz Crestana.
O engenheiro agrônomo admite que nem sempre é possível, principalmente em situações de emergência, a realização de um corte que mantenha o equilíbrio e a estética da árvore. Segundo Crestana, as árvores geralmente já trazem um histórico de manejo inadequado com relação a podas, situação que é agravada por questões de planejamento da arborização urbana. “Há muitas espécies inadequadas plantadas sob a fiaçãoâ€, exemplifica Crestana.
Ele diz, no entanto, que o curso de qualificação dos eletricistas é importante para que as podas de rotina sejam feitas corretamente, de forma técnica e planejada.
Parceria
Luiz Antônio Tesser adiantou que a CPFL pretende entrar em contato com a nova administração municipal que assume em 1 de janeiro de 2005 para propor uma parceria entre a empresa e o município no sentido de que as podas sejam feitas em conjunto. “A CPFL resolveria os problemas relativos à fiação que está sob risco, enquanto técnicos da prefeitura cuidariam do restante para cuidar do desenvolvimento das árvoresâ€, diz Tesser.
Segundo ele, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) já adota a sistemática de recorrer à CPFL quando seus técnicos ambientais são acionados para realizar uma poda em galhos de árvores próximos à rede energizada. “A proposta de parceria, porém, permitiria que a árvore fosse trabalhada por inteiro, tanto no aspecto da segurança à fiação, quanto na sua estética e equilíbrio. A atuação conjunta também permitiria um melhor planejamento na questão da arborização urbanaâ€, diz Tesser.