09 de julho de 2026
Polícia

Região Sul não tem registro de assassinato

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

A única região da cidade que ficou “imune” aos registros de assassinato neste ano em Bauru é a Sul. A ausência de casos não tem uma explicação, mas várias, ressalta o comandante da 1.ª Companhia da Polícia Militar (PM), capitão Benedito Roberto Meira.

“Houve uma redução muito grande de roubos nessa região e isso contribui porque significa que tem menos armas circulando. No ano passado, muita gente foi presa. Outra vantagem para o policiamento é a pavimentação asfáltica (que por ser boa facilita o patrulhamento pelas ruas) e a iluminação. Normalmente, as mortes ocorrem em local ermo”, explica o capitão, responsável pela área Centro e Sul de Bauru.

Ele ainda acrescenta o fato da região Sul quase não apresentar demandas sociais. Em bairros carentes, muitas vezes as viaturas são utilizadas para atender reivindicações populares sem cunho policial, como para socorro, por exemplo. “Outra coisa é a localização do Plantão Policial, que fica na região central. Quando policial encerra uma ocorrência e volta para a base, ele já está fazendo patrulhamento na área”, comenta Meira.

O comandante também destaca o fato de a região dispor de uma quantidade reduzida de pequenos bares, estabelecimentos mais concentrados em bolsões de pobreza, como nas favelas do Parque das Nações, do Jardim Europa e da Vila Zillo, que também integram a região Sul.

Embora o capitão confirme a inexistência de registros nessa área, ele não ratifica o número de assassinatos veiculado pelo JC. O cálculo de homicídios registrados pela reportagem não coincide com o levantamento da PM e da Polícia Civil.

As somas não batem porque o jornal considera vítimas de assassinato todas as pessoas mortas decorrentes de uma situação violenta, inclusive as que morreram dias após o fato, situação que recebe outra tipificação para a polícia.