A Internet deixou de ser militar para passar a ser uma eficaz ferramenta substituta, futuramente, da telefonia, dos correios, do rádio e de tantos outros sistemas, nossos velhos conhecidos. Logo, com tecnologia envolvendo a holografia, trará a imagem dos debatedores como se aqui estivessem presentes, colocando o atual sistema interligado via satélite no passado.
Com a biocibernética, os próprios computadores (máquinas) detectarão seus problemas como vírus, picos de energia que causem distorções na programação etc, fazendo o diagnóstico solucionando-o ou segregando a área afetada, reiniciando-a em outra posição. Havendo necessidade de intervenção humana, ele próprio abrirá a ocorrência, passando a operar na área reiniciada até que o problema apresentado seja sanado e determinada uma nova seqüência ou não.
Em uma conferência multiracial, cada um dos participantes falará o seu idioma normalmente e um multiprocessador, implantado em nosso organismo e alimentado pela energia biomagnética que ele produz, fará a tradução instantânea remetendo-a ao cérebro que nos dará a sensação de estarmos ouvindo o interlocutor em nosso próprio idioma, sem a necessidade de tradutor externo.
A biocibernética dará impulso à robótica, que substituirá o ser humano no interior das minas e em outras profissões de risco; a agricultura será a grande beneficiada que se tornará extremamente técnica e robotizada. Caberá a nós, seres humanos, a supervisão nos setores robotizados.
Assim que você se movimentar, estará sendo monitorado indicando sua posição e em que perímetro você se encontra, e esse monitoramento se dará graças ao multiprocessador implantado em você. Mas até que ponto isso será bom? Posso até afirmar que ele me dará mais proteção e segurança, permitindo assistência imediata em caso de necessidade; entretanto, invadirá nossa privacidade, nos tornando transparentes perante o controle social exercido sobre todos pelo sistema de segurança.
Toda nova tecnologia, desde a primeira pedra lascada que possibilitou separar o couro da carne da caça, é bem-vinda; porém, não pode deixar de ser controlada para que não venha se tornar uma ferramenta de risco.
Hoje, assistimos a deterioração crescente da segurança no mundo da informática com a proliferação de vírus, pirataria, clonagem etc. Essas ações não devem ser encaradas como crime comum, mas como ato de terrorismo cibernético. Mais cedo do que se pensa, os sistemas estarão totalmente globalizados e interligados, podendo um simples vírus criar um caos de proporções inimagináveis.
Em informática, a segurança futura depende das atitudes tomadas hoje; medidas preventivas tomadas hoje devem ser suficientemente maleáveis para que se antecedam às ocorrências futuras, sempre que possível.
Caso assim não se pense, dou como exemplo as ocorrências atuais com cartões bancários, pesquisa de dados pessoais via fone etc. Mesmo nossa identidade pode vir a ser uma arma voltada contra nós. Terrorismo cibernético não é adrenalina, é crime, e crime dos mais sofisticados, podendo paralisar uma nação. Você duvida?
José Carlos Dias da Silva - MT 37293