08 de julho de 2026
Politicando

Pesquisa assustadora


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No pós-Golpe Militar de 1 de abril de 1964, o ex-presidente do Centro Acadêmico 9 de Julho da Faculdade de Direito de Bauru e então advogado trabalhista de diversos sindicatos locais Joaquim Mendonça Sobrinho foi implacavelmente perseguido pela Força Pública e pela temível FAC, acabando por conseguir fugir de nossa cidade, obtendo refúgio em apartamento de propriedade de um amigo, localizado em plena avenida São João, na cidade de São Paulo. O dono do apartamento ou emissário de confiança combinou uma senha com o foragido, para que este abrisse a porta nas horas em que lhe levavam refeições. Três toques, nem um a mais ou a menos na campainha, era a senha convencionada.

Certa manhã a campainha dispara, tocando de forma contínua.

- Pronto! A polícia me achou!., pensou Joaquim.

A campainha continuava a tocar e Joaquim foi para a janela do apartamento, pensando em pular e fugir do cerco policial. Estava no quarto andar e ainda bem que considerou que um salto colocaria em risco sua integridade física. Ante a insistência no toque da campainha, resolveu abrir a porta e, se entregar, evitando desta forma, o arrombamento da mesma.

Ao abrir, deparou-se com uma jovem com uma prancheta nas mãos: - Bom dia! Eu sou do Ibope, o senhor poderia me informar qual programa de rádio está ouvindo? Joaquim respirou fundo: - Olha... não tenho rádio... Aliás, detesto rádio! Tenha um bom dia! Fechou a porta, aliviado.

Contada por Antonio Pedroso Júnior