08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O espírito de Natal


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Mesmo após ler “O código Da Vinci” e me inteirar do que já sabia, que a data de 25 de dezembro tem mais a ver com o paganismo, ajustado pela igreja para conciliar pagãos e cristãos do que com a data verdadeira do nascimento de Cristo, ainda assim sinto-me tocada pelo espírito de Natal, quando essa data se aproxima.

E toda gente, e até os animais, segundo Felix Timmermans, em um dos contos de Natal mais bonitos do mundo, se sentem tocados quando o Natal se aproxima. O próprio ar que se respira parece ter uma poalha de luz, um impulso para a solidariedade, para o bem.

Existem pessoas céticas e materialistas que só vêem no Natal o mercantilismo dos presentes, das ceias caras, do consumismo.

Por outro lado, há que se considerar que mesmo aqueles que estão mais preocupados em comprar presentes e elaborar fartas ceias natalinas, quando o fazem, é pensando em alguém, além de si mesmos; seus amigos, familiares e, muitas vezes há até mesmo um pensamento para com os menos afortunados e é quando as pessoas saem do seu próprio eu, para lembrar do próximo, partindo do restrito e materialista egoísmo para o alcandorado altruísmo.

De qualquer maneira, seja um mito, seja um engodo, como querem os céticos, o objetivo maior da filosofia judaico-cristã que é o de amar a Deus e ao próximo, está alcançado, na medida em que o espírito natalino nos faz pensar naqueles que amamos e que nos amam, e também em Deus, buscando, pelo menos nessa época, sermos um pouco melhores por Deus, por nós mesmos e pelos nossos semelhantes.

Isolina Bresolin Vianna - RG 3.027.947