Jaú - A Companhia Jauense Industrial inicia hoje a demissão de 540 trabalhadores. O número representa mais de 80% do quadro de funcionários da empresa. Depois da dispensa, restarão apenas 90 empregados, aproximadamente. No começo deste ano, a empresa possuía cerca de 1,4 mil funcionários.
Cento e vinte foram dispensados em fevereiro. Três meses mais tarde, o corte foi ainda maior. Na ocasião, 600 pessoas perderam o emprego. Foi uma das maiores demissões em massa realizadas até hoje na cidade. Os cortes começaram assim que a Santista Têxtil assumiu o controle da empresa.
A dispensa dos 540 trabalhadores será feita de forma gradativa. A previsão é que ela termine em março do próximo ano. Segundo informou a empresa, as demissões têm como objetivo reduzir custos e aumentar a competitividade de exportação da empresa. A produção de tecidos deverá ser transferida para outras unidades da Santista.
Além das sete fábricas que possui no País, a Santista controla ainda empresas na Argentina e no Chile. Em Jaú, o controle é compartilhado com a São Paulo Alpargatas e o Grupo Camargo Corrêa.
Aos demitidos, a empresa disse que será assegurado curso de requalificação profissional. Como não há em Jaú nenhuma outra empresa que atue no mesmo ramo de atividade, a esperança das pessoas afetadas pelo desemprego é ser contratada por alguma fábrica de calçados.
Em maio, quando houve a demissão de 600 funcionários, o Sindicato das Indústrias de Calçados de Jaú se manifestou dizendo que o setor podia até absorver a mão-de-obra que havia sido dispensada, mas era preciso uma reciclagem dos interessados.
Na ocasião, a unidade do Serviço Nacional da Indústria (Senai), em Jaú, ofereceu cursos de pesponto, automação pneumática e mecânica diesel (pesada). O mesmo deverá ser feito agora.