O ano e o mandato da
atual administração municipal
estão prestes a terminar
e as ruas de Bauru continuam
como sempre: repletas
de buracos.
Muito dinheiro foi gasto
com operações de tapa-buracos
e serviços de terraplanagem,
mas isso não amenizou
o problema que a prefeitura
deve deixar para a próxima
gestão: vias públicas de terra
e de asfalto em péssimo estado
de conservação.
O Núcleo Bauru 16 é um
exemplo. É difícil passar por
uma rua que não tenha sinais
de deterioração do asfalto ou
buracos. Recentemente, a administração
municipal tapou
apenas aqueles localizados nas
ruas principais e naquelas que
davam acesso ao novo poço
do Departamento de Água e
Esgoto (DAE), que foi inaugurado
no dia 27 de novembro.
O restante dos buracos, entretanto,
continua sem reparos.
“A situação está péssima.
Ruim, ruim, ruim. Depois da
chuva, dá uma piorada. Na esquina
da minha casa, por
exemplo, tem um buracão. A
água fica empoçada e enche
de mosquito. Além de tudo, é
perigoso”, expõe a moradora
Sueli da Silva.
Sueli afirma que, quando
o bairro recebe os serviços de
tapa-buracos, o trabalho dura
muito pouco tempo. “Eles tapam,
mas logo abre de novo.
É terrível, terrível. Não tem
que tapar buraco. Tem que fazer
um novo asfalto. Tapar buraco
não adianta”, critica.
Bruno Alexandre Queiroz,
outro morador do Bauru 16,
também reclama da situação.
“Está uma calamidade pública.
Em todo lugar que a gente
vai tem buraco. A gente tem
que gastar dinheiro com o carro
porque várias peças quebram.
E os buracos não são
consertados. Tem muitos antigos
aqui no bairro”, afirma.
O rapaz conta que já presenciou
acidentes provocados
pelos buracos. “Na rua da locadora
tem um buraco enorme.
Uma senhora caiu e se
machucou. É sempre assim
aqui. Nunca fica bom. Mas a
gente tem esperança de melhorar”,
diz.
Na Vila Pacífico, o problema
também é gritante. O morador
Agostinho Cunha reclama.
“Sempre se faz paliativos.
Nunca há um trabalho
realmente importante de recuperação
do asfalto. O carro
quebra, a gente prejudica nosso
trabalho, prejudica tudo.
Eu acho lamentável. Sempre
temos buracos nas redondezas.
É constante”, afirma.
Na opinião de Cunha, é
preciso planejamento e organização
para solucionar o problema
dos buracos. “Atualmente,
o dinheiro é mal gasto,
mal empregado. Gastar em tapa-
buraco não resolve nada.
Deveria haver um trabalho decente,
profissional. E não ficar
fazendo tapa-buraco para
enganar não sei quem”, frisa.
De acordo com o engenheiro
Wladimir Coelho, especialista
em pavimentação asfáltica,
os serviços de tapa-buracos
realizados pela prefeitura
duram pouco tempo porque
geralmente não são seguidos
os procedimentos técnicos
adequados para isso. “Demoraria
uns quarenta minutos para
tapar cada buraco, e hoje eles
fazem em dez minutos, do modo
deles”, afirma.
O secretário municipal das
administrações regionais, Arlindo
Figueiredo, alega que a
prefeitura não consegue realizar
os serviços necessários para
solucionar o problema por
falta de estrutura - orçamento
insuficiente, falta de funcionários
e de maquinário adequado.
Ainda assim, ele afirma
que muito foi feito.