Oferecer um presente independe da época do ano, mas quando chega o período de Natal não há como fugir de ganhar, retribuir e surpreender. O hábito da troca de presentes ainda é muito presente entre as pessoas. E se é Natal, a desculpa é garantida. Como não se recebe e não se dá presentes todos os dias, é preciso seguir algumas regras. A consultora de etiqueta social Glorinha Braga Ortolan revela que o segredo, não só na hora de presentear como em todos os momentos da vida, é apelar para o bom-senso.
“Presentear é uma arte. É uma maneira de expressar nosso carinho e afeição por alguém, mas quem não tem o ‘feeling’, é só observar alguns itens, como idade, sexo, estilo pessoal, grau de intimidade, tipo do evento (Natal, casamento, aniversário, bodas, jantares etc) e também o tamanho do seu bolso, isto é, sua condição financeira”, ressalta.
Na hora de presentear é comum, por falta de hábito, as pessoas cometerem excessos, acreditando que vão apenas causar boa impressão. Glorinha discorda de algumas posições, principalmente, daquelas que elegem o presente de valor alto como referência. Ela entende que não é o preço de um presente que garante o seu sucesso, mas sim o carinho e a escolha, de acordo com a personalidade da pessoa presenteada.
Quem já não enfrentou a situação de ter que dar presente justamente para o chefe. A consultora de etiqueta lembra que o presente para o chefe deve ser impessoal. A convivência evita criar um cavalo-de-batalha em relação à escolha ideal. Glorinha acredita que a proximidade profissional é meio caminho andado para acertar. Ela sugere um CD, um livro sobre artes, música, esporte, viagens, até um artigo relacionado à profissão do chefe é bem-vindo. A regra de relacionar presente e estilo da pessoa não pode ser desprezada.
Ela confirma a máxima de que se deve evitar presentes mais caros do que a condição financeira permite, pois ninguém melhor do que o chefe para saber o quanto um subordinado ganha.
“O grau de intimidade nos fornece um leque maior de opções, pois conhecendo a pessoa, não há como errar. Neste caso, podemos oferecer presentes íntimos, como gravata, perfume, roupas, calçados e até uma peça de lingerie. Nada impede que presentes impessoais sejam ofertados”, garante.
Final de ano é uma “enxurrada” de eventos de confraternização em que se costuma realizar o amigo-secreto.
Glorinha sugere maior grau de atenção para esta situação. Ela confessa que é mais difícil presentear uma pessoa desconhecida pela falta de referências seguras. A melhor opção recai para os presentes de custo médio (se o preço não for estipulado) e muito bom gosto. “Um cartão esmerado, escrito com palavras carinhosas, deve acompanhar o presente. Evite presentes caríssimos que poderão constranger as pessoas e você corre o risco de passar por exibicionista, criando uma imagem antipática perante seus colegas”, ensina.
Cometer gafe pode ser em decorrência de uma série de fatores. Mas o importante é sair da saia justa com classe. Glorinha sugere que a pessoa mantenha a sua naturalidade e, depois de pedir desculpas ou desfazer o mal-entendido, não toque mais no assunto. “São coisas que podem acontecer com qualquer pessoa, mas sempre é bom ficar atenta para evitar certas situações desagradáveis.”