07 de julho de 2026
Cultura

Comédia após a morte

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O tema é o cotidiano, o universo é o feminino e os dramas, humanos. A morte da mãe aproximou quatro irmãs e quatro histórias de vida. As diferenças entre elas e a dificuldade de relacionamento, porém, transformam o que parece uma tragédia em uma comédia de linguagem simples e direta.

Em “A Partilha”, texto de Miguel Falabella, a companhia de teatro bauruense Cena Aberta leva para o Templo Bar, amanhã, uma peça que promete risos do início ao fim.

Dirigida por Paulo Neves, as atrizes Bruna Pacini, Glauce Gonçalvez, Mariane Bien e Marielle Vanin vivem as quatro irmãs que se reencontram após a morte da mãe para fazer a divisão dos bens. A partir daí, começam os conflitos de estilos e de idéias de mulheres completamente diferentes explorados pelo senso de humor típico de Miguel Falabella.

“O texto é muito bom. É um papo natural. Não é uma comédia pesada, com temas filosóficos e o universo feminino é muito bem trabalhado”, explica Paulo Neves.

“A Partilha”, escrita no início da década de 1990, ficou mais conhecida ao ser adaptada para o cinema, em 2001, sob a direção de Daniel Filho e com a participação de atrizes como Andréa Beltrão, Glória Pires e Lília Cabral. Apesar do sucesso do filme, Neves não se guiou por ele para dirigir a peça. “Queria que perdesse um pouco do glamour (do cinema). Eu não modifiquei absolutamente nada no texto, é uma montagem fiel a ele”, afirma o diretor.

A fidelidade ao texto original e a simplicidade da apresentação são alguns dos ingredientes que ajudam a compor o cenário da peça. Junto deles e em meio a louças e quadros, as personagens Selma, Laura, Lúcia e Regina se redescobrem e o que era para ser uma burocrática divisão de bens passa a ser uma divertida troca de experiências de vida.

Serviço

Peça “A Partilha”. Amanhã às 20h30, no Templo Bar. Informações: (14) 3223-5930.