Um dia, durante as eleições para prefeito de 2000, estávamos reunidos no bar do Elias Brandão, cruzamento das ruas Saint Martim e Rodrigo Romeiro. Em dado momento, alguém me perguntou se eu assistia ao horário político gratuito, na TV. Eu respondi que não, pois não suportava mais “ver e ouvir a mesma cantilena de sempre”. Mas se alguma pessoa me pedisse para explicar o que seria esse termo, não saberia completamente. Para mim, cantilena deveria ser uma espécie de canto.
Dias depois, lembrei-me do ocorrido. Fui consultar o dicionário. Estava lá, cantilena: pequena canção; canção suave; cantiga; canção de ninar.
E no final lá estava, Cantilena: discurso feito para iludir ou enganar.
Contada por José Carlos Felix de Abreu