08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Os horrores da guerra


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Divulgado no New England Journal of Medicine o alto custo da guerra no Iraque para as tropas norte-americanas que invadiram e ocuparam o país em 20/3/2003, uma estatística que mostra de um lado o avanço na medicina, do outro os traumas da guerra.

Com relação aos soldados feridos em campo de batalha e como sobreviveram aos ferimentos sofridos em ação, segundo o relatório do jornal, o mais trágico é que para cada soldado morto em combate, pode-se calcular 10 entre os feridos, e desses ferimentos a maioria é grave. Entre eles uma misteriosa infecção resistente a drogas está atingindo os feridos em explosões que resultam numa “incidência" sem precedentes em mutilações de órgãos.

Os avanços na medicina fazem com que os soldados sobrevivam hoje até mesmo com a perda de três membros do corpo, pela tecnologia avançada de blindagem e pelo rápido tratamento médico, algo que antes seria impossível. O que não compreendem os médicos são as seqüelas e os traumas psicologicos quando conseguem salvar-se e voltar para seus lares.

Enquanto as pesquisas são a níveis militares, há os números de mortos e feridos do outro lado, sem as pesquisas, milhares e milhares de civis, dentre eles crianças, jovens, mulheres e idosos que tem suas vidas ceifadas pelos poderosos mísseis, armas automáticas com miras telescópicas, helicópteros apache que disparam milhares de balas por segundo, triste recorde para o ser humano que um dia se julgou o ser mais inteligente entre os animais, na Teoria de Darwin. Esse é o mundo em que vivemos hoje, o resto é o resto.

José Pedro Naisser - humanista - Curitiba-PR