08 de julho de 2026
Polícia

Criança é morta em Rubião Júnior

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

A população de Rubião Júnior, distrito de Botucatu, está chocada com o assassinato brutal da garota Stefani Guedes dos Santos, de apenas 10 anos. Ela foi esfaqueada e morta na madrugada de ontem, em um matagal no Jardim América, perto de sua casa. O pedreiro Isael Pereira da Silva, 28 anos, foi preso e confessou ser o autor do crime.

Segundo a delegada Simone Alves Firmino Sampaio, que atendeu a ocorrência, Stefani foi tirada à força de sua casa por Silva, que disse ter cometido o crime por estar “louco” devido ao consumo de crack. A menina morava com a mãe Cleuza Cardoso dos Santos, com a avó Maria Estelita Cardoso, 74 anos, e uma irmã mais nova, de 7 anos. A avó contou à polícia que Silva, mais conhecido por “Alemão”, invadiu a casa procurando por Cleuza, com quem, mesmo amasiado com outra pessoa, mantinha relacionamento há alguns meses.

Como não encontrou Cleuza, Silva passou a procurar por Stefani, que estava dormindo. Ele acordou a menina, pegou-a pelo braço tentando tirá-la da casa. A avó tentou impedi-lo, porém Silva conseguiu desvencilhar-se e arrastou a menina para fora da residência.

De lá, conforme apurou a delegada, Silva levou Stefani para um matagal a cerca de 200 metros da casa da menina, local onde seu corpo foi encontrado, logo no início da manhã de ontem. A garota foi achada por uma tia, Gilcélia Rodrigues dos Santos, que imediatamente acionou a Polícia Militar.

Ao chegar ao matagal, os policiais encontraram o corpo de Stefani seminu, com a calcinha em apenas uma das pernas, e com perfurações no peito provocadas por uma faca. Havia sinais de violência sexual nos órgãos genitais, mas a confirmação ou não do estupro, segundo a delegada, só poderá ser feita amanhã após os resultados dos exames.

Poucas horas após o encontro do corpo, Silva foi detido pela polícia em sua residência, localizada perto da casa da menina. Nela, os policiais encontraram a faca - com lâmina de aproximadamente oito centímetros - e as roupas utilizadas pelo pedreiro durante o crime, ainda sujas de sangue, escondidas atrás de uma máquina de lavar roupas. No local também foi localizada uma porção de crack.

Após a detenção, vizinhos e moradores do bairro tentaram linchar Silva, mas foram contidos pela polícia, que acalmou os ânimos. A delegada informou, ainda, que a prisão temporária do pedreiro, por 30 dias, já foi decretada e que ele seria encaminhado para uma cadeia pública da região a ser definida.