08 de julho de 2026
Saúde

Pele é 'espelho' para problemas emocionais

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

A consultora em marketing e telecomunicações Luciana Gonçalves Bergamini lutou desesperadamente durante três anos contra uma doença de pele que surgiu de repente em seus braços e logo se espalhou pelo resto do corpo. Ela conta que consultou dezenas de especialistas em Bauru e São Paulo, inclusive aqueles mais renomados.

Pomadas, remédios e até corticóides lhe foram receitados, mas nada conseguia curar aquelas manchas vermelhas e descamativas que lhe causavam coceiras insuportáveis, dor e grande constrangimento.

“Até que eu soube de um médico dermatologista aqui em Bauru que fazia um tratamento alternativo. Chega uma hora que você procura até um pajé se souber de um que possa lhe ajudar”, afirma.

“Marquei uma consulta com o médico. Quando ele ouviu a minha história, explicou que provavelmente aquilo era resultado de algum trauma que eu havia vivido. Eu imediatamente relacionei com a perda do meu pai, que foi realmente um trauma muito grande. Eleme receitou uma dose bem pequena de um antidepressivo e me encaminhou para uma psicóloga especializadaempsicossomática, com quem iniciei uma terapia.Emtrês meses, minha pele apresentou 90% de melhora e em mais um mês eu estava completamente curada”, conta.

Luciana estava sendo atendida por profissionais do grupo de Estudos e Pesquisas Psicológicas Integradas à Dermatologia (Eppiderm), coordenado pelo Instituto de Psicologia Junguiana de Bauru. Criado no ano 2000, o grupo reúne médicos, psicólogos e até uma mitóloga que investigam a relação das emoções com as doenças de pele e oferecem um tratamento multidisciplinar que alia alopatia à psicologia.