No dia 16/12, o Jornal da Cidade publicou um texto sobre a liquidação de bens da RFFSA, que inclui o imponente prédio da NOB, na Praça Machado de Mello. No artigo, foi informado que o grupo Marca se desinteressou da compra do prédio e desistiu do centro de compras. Mas não estava tudo acertado, conforme o próprio JC publicou em uma entrevista com o Renato Purini? Ao contrário de muitos países de primeiro mundo, talvez por causa da segurança, o Brasil prefere reunir grandes lojas e centros de serviços dentro de um prédio fechado, os chamados “shoppings centers”. O nosso Estado tem uma forte tendência de proliferação destes centros comerciais e até cidades pequenas os possuem. Já Presidente Prudente, São Carlos, Rio Preto e outras contam com mais de uma opção de compras. Bauru, apesar do pioneirismo, parou no tempo. Até Marília, que ganhou o seu primeiro shopping depois do nosso, hoje inaugura um moderno centro de compras: o Esmeralda Shopping, totalizando 4 empreendimentos até agora. Enquanto todas as cidades atraem este tipo de investimento, Bauru repele. O shopping Savoy é uma novela sem fim; o centro do grupo Marca já morreu, assim como o shopping/hotel Maksoud bem no centro da cidade. O Avenida Shopping teve um grande destaque durante a sua construção, mas durou pouco menos de um ano. Por que cidades como Lençóis Paulista, Marília e outras tantas atraem estes grandes investidores e Bauru não? Seria algum motivo político ou empresarial? Não faz sentido! Todos os brasileiros estão acostumados a procurar serviços em shoppings centers, fato este que não é verdadeiro em nosso shopping que, desesperadamente, tenta atrair pessoas. Porém, continuam os velhos corredores escuros e vazios. Pobre daqueles que ficarão em nosso “convention bureau” dando informações aos turistas. As atendentes sofrerão mais do que os operadores de telemarketing...
Marcelo Ciamponi de Castro - RG 24982166-7 - estudante