Em vinte e um de outubro de 2004, para quem não se lembra, o publicitário Duda Mendonça, junto com o vereador Babu, do PT, foi preso ao ser abordado em uma rinha de galo. O publicitário, braço esquerdo do presidente, disse em bom tom para as lentes da TV: “É um hobby meu e o Brasil inteiro sabe”. Só por esse fato seria possível sua prisão por apologia ao crime, além dos outros crimes a serem apurados.
Porém, o pior não foi o ato criminoso do homem de ferro, mas a estranha coincidência que ocorreu nesta segunda-feira (20/12), quando o delegado Antônio Carlos Rayol, que comandou a operação, foi afastado da chefia da Delegacia de Meio Ambiente da Policia Federal do Rio de Janeiro. Além do delegado, outros dois agentes foram transferidos para o interior do estado.
Será que é essa a forma de governo do PT? Será que irão blindar pessoas,
transferir delegados e agentes? Até quando? Será que no meio da investigação
criminal o dr. Duda não será transformado em ministro? Como disse o presidente do STJ, ministro Edson Vidigal, a briga de galo é um problema cultural, porém, quando o coitadinho mata um pássaro para saciar a fome, esse sofre com o peso da Lei. Para esse “dura lex, sede lex”, para aquele é um problema cultural.
Gostaria de acreditar que a reforma do Judiciário bem como a diminuição dos poderes do Ministério Público nada tem a ver com essas coincidências, pois hoje seria muito difícil, pelo princípio da inamovibilidade, a transferência de um promotor público que não seja vermelhinho, o que não aconteceria com uma possível intervenção. Ainda acredito na coerência, no nacionalismo, no Judiciário, no Ministério Público, nos homens de bem e no meu país, ah, meu país! (Luiz Eduardo Penteado Borgo - RG 26537725-0)