Botucatu – O pedreiro Isael Pereira da Silva, 28 anos, que foi preso no último sábado após ter assumido a autoria do assassinado da menina Stefani Guedes dos Santos, 10 anos, foi rejeitado por duas cadeias da região de Botucatu (100 quilômetros a sudeste de Bauru). Ele teve prisão temporária decretada, de 30 dias, e está na Cadeia Pública de Conchas. Após a prisão de Silva, sua residência em Rubião Júnior (distrito de Botucatu) foi incendiada por populares revoltados com o crime.
De acordo com a titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Botucatu, Simone Alves Firmino Sampaio, foi instaurado inquérito por três crimes: seqüestro, estupro e homicídio qualificado. Desde sábado, a equipe de investigação que trabalha no caso já ouviu as testemunhas e coletou provas no local.
No sábado pela manhã, após a prisão de Silva, vizinhos e moradores de Rubião Júnior já haviam tentado linchá-lo, mas foram contidos pela polícia. Horas depois, sua residência foi totalmente destruída por um incêndio que teria sido provocado por populares. O acusado morava com sua amásia, que está grávida, e um rapaz que alugava um dos quartos da casa. Os nomes não foram divulgados.
Segundo a delegada, vizinhos e moradores de Rubião Júnior também tentaram agredir a mãe de Stefani, Cleuza Cardoso dos Santos, que mantinha um relacionamento com Silva há alguns meses.
A delegada Simone Sampaio apurou que Silva invadiu a casa de Stefani, no Jardim América, por volta de 2h do sábado, à procura de Cleuza. Como não a encontrou, passou a procurar pela menina, que estava dormindo.
Os policiais encontraram o corpo de Stefani seminu e com perfurações no peito. Exames confirmaram que ela foi estuprada. Se condenado, Silva poderá pegar até 30 anos de detenção.