A Companhia Paulista de Força de Luz (CPFL) admitiu ontem que é totalmente sua a responsabilidade pelos estragos causados em um dos canteiros da avenida Luiz Edmundo Coube e que, por isso, providenciará sua total reparação. Anteontem, apenas três dias após a inauguração oficial da avenida, dois caminhões guindauto (do tipo Munk) da empreiteira Coneplan, contratada pela CPFL para instalação do sistema de iluminação da ciclovia do complexo, causaram um grande estrago no gramado entre a pista e a via para bicicletas.
O gerente de Contas do Poder Público da CPFL, José Roberto Andrade, garantiu que a partir de hoje devem ter início as obras de reparo ao canteiro, cujos custos (não revelados) serão integralmente assumidos pela empresa. Andrade diz que, se as condições climáticas permitirem, o conserto deve ser finalizado hoje mesmo. “Só não terminaremos amanhã (hoje) se chover muito, o que impossibilitaria os trabalhos”, diz o gerente.
A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) já anunciou, inclusive, que o trânsito na quadra cinco da avenida Luiz Edmundo Coube, no sentido da Universidade Estadual Paulista (Unesp)-Hospital Estadual (HE), estará impedido hoje a partir das 8h para a realização do serviço.
Andrade admitiu que, em função do prazo acertado para entrega da obra - prometida para anteontem -, houve uma “avaliação inadequada” das condições do solo por onde os caminhões precisavam passar para instalar os postes. “No afã de entregar a obra no prazo, a empreiteira não avaliou corretamente as condições para sua execução”, disse.
Segundo ele, trabalho semelhante - com trânsito sobre o gramado - já havia sido realizado, sem problemas, para a instalação dos postes do canteiro central. Mas anteontem, porém, após as intensas chuvas do início da semana, o solo acabou ficando muito encharcado e totalmente instável. Com a passagem dos caminhões, o gramado não resistiu e ficou com sulcos de mais de 30 centímetros de profundidade num trecho de aproximadamente 450 metros.
Ontem pela manhã, técnicos da Secretaria do Meio Ambiente (Semma) foram ao local para avaliar a dimensão dos danos. Para Kazumi Kobayashi, titular da Semma, o episódio revela um total “descaso” com o trabalho realizado sob coordenação da sua pasta. “Poderia ser feito em outro dia, com o tempo mais seco e o solo mais estável. Era apenas uma questão de bom senso”, protesta.
Kobayashi adianta que técnicos da Semma supervisionarão os trabalhos de reforma do canteiro, que deverão ser executados por uma empresa especializada em jardinagem que já teria sido contratada pela CPFL. Segundo o secretário, só de material (grama esmeralda) a empresa deverá gastar mais de R$ 800,00 para refazer os cerca de 230 metros quadrados da área atingida - o metro quadrado da grama plantada custa R$ 3,60.