09 de julho de 2026
Política

Tuga define mais quatro secretários

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito eleito Tuga Angerami (PDT) apresentou ontem à imprensa mais quatro secretários municipais e os presidentes da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) e da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab). Ele promete para a semana que vem anunciar os titulares das sete secretarias que ainda estão sem indicação.

Com o anúncio de ontem, já estão definidos os titulares de sete secretarias, o chefe de Gabinete e os presidentes do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Emdurb e Cohab (veja quadro abaixo). A especulação de que a vereadora Majô Jandreice (PCdoB) poderia assumir uma pasta não se confirmou. Ela estava cotada para comandar a Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), que será ocupada pela presidente do Conselho Municipal de Assistência Social e diretora de Faculdade de Serviço Social da ITE, professora Egli Muniz.

Conforme o Jornal da Cidade adiantou na edição de ontem, foram confirmadas a professora Ana Maria Lombardi Daibem para a Secretaria de Educação e a médica Tereza Maria Speranza Faifer para a Secretaria de Saúde. O técnico em edificações e jornalista Nélson Ribeiro da Silva (Fio) comandará a Secretaria das Administrações Regionais (Sear).

O vice-prefeito eleito Renato Purini (PMDB), atual presidente do Poder Legislativo, vai presidir a Emdurb (veja matéria na página 5). Seu chefe de Gabinete na Câmara Municipal, Edison Bastos Gasparini Jr., foi indicado para a presidência da Cohab. Os secretários que já haviam sido indicados por Tuga prestigiaram a conferência com a imprensa.

Desafios

Os indicados ontem para assumir cargos no primeiro escalão da administração tuguista foram cautelosos em suas declarações sobre como pretendem comandar suas pastas e empresas diante dos inúmeros problemas. Nélson Fio, da Sear, adianta que a pasta vai ser reestruturada. “Será uma porta aberta da administração para a população”, diz.

A médica Tereza Faifer pretende se reunir com o futuro prefeito para traçar o plano de atuação na Secretaria de Saúde. Ela tem simpatia pela municipalização do setor. “A questão da gestão plena (municipalização da saúde) é a alternativa que o Ministério da Saúde colocou. Vamos ter que reler a portaria 2023 e ver no que ela muda a Norma Operacional de Assistência a Saúde”, comenta.

Para a futura secretária, as pessoas têm uma preocupação exagerada com a municipalização da saúde. “É simplesmente a gestão do sistema. É dar uma leitura única no sistema, que hoje funciona de uma maneira desordenada, sem uma coordenação de pensamento único”, defende.

A futura titular da Sebes, Egli Muniz, assumirá a secretaria já com uma proposta definida. “Nós tivemos um bom aumento no orçamento do Fundo Municipal da Assistência Social para 2005. Mas o recurso da Sebes está defasado. Vamos ter que trabalhar muito com a criatividade e fazer avançar tudo o que temos de proposta”, observa.

Egli lembra que as instituições religiosas têm bons projetos em desenvolvimento na periferia da cidade. “A nossa primeira proposta, já discutida e apresentada para o prefeito eleito, é levar os serviços (da prefeitura) para a população da periferia. A articulação com os movimentos possibilitará a otimização e a qualificação desses serviços”, explica.

Para a professora Ana Maria Daibem, a maior dificuldade na Secretaria de Educação será “dar conta” de equacionar a relação quantidade e qualidade. “Precisamos garantir um processo de democratização onde todos tenham acesso e a permanência na educação. Mas isso não resolve todas as questões. Temos que garantir a qualidade desse processo”, afirma.

A futura secretária tem ressalvas com relação a municipalização da educação. “Enquanto diretriz e dependendo de como é conduzida, ela pode significar um avanço em termos de democratização do compromisso de gerenciamento da educação. Porém, a grande contradição é como garantir isso com todos os requisitos que um processo dessa natureza exige”, observa.

O principal desafio do futuro presidente da Cohab, Edison Bastos Gasparini Jr., é gerenciar uma companhia cuja finalidade principal (construção de casas populares) deixou de ser executada nos últimos anos. “Dependemos muito da política do governo federal. Vamos tentar fazer com que a Cohab volte a ser um instrumento eficaz