• Esvaziamento
As próximas novidades no meio político vão ficar para a semana que vem. Ontem, já foi possível sentir o esvaziamento político da cidade. Ninguém fala mais nada sobre assuntos relacionados a prefeitura e Câmara Municipal. O municiamento do noticiário político ficará por conta do prefeito eleito Tuga Angerami (PDT). Ele prometeu para semana que vem completar o secretariado.
• Demorado
O prefeito Nilson Costa (sem partido) chegou com mais de uma hora de atraso à cerimônia de entrega do abono para os professores e diretores do ensino fundamental. A demora só não deixou os servidores presentes mais irritados porque cada um recebeu um cheque de R$ 2,6 mil. Mas os chamados servidores de apoio da educação ficaram muito irritados.
• Juridicamente
É que eles não receberam o abono ontem. A prefeitura está analisando, juridicamente, se a sobra de verbas do Fundef também pode ser destinada a merendeiras, secretárias e outros funcionários. Se não receber um parecer positivo, Nilson irá devolver os recursos que restarem à União. O vereador João Parreira (PSDB) garante que a desculpa “é conversa fiada” da administração municipal.
• Desabafando
Em seu discurso, o prefeito afirmou que muitas pessoas duvidaram que a segunda parcela do 13º salário seria paga, mas ele mostrou que costuma honrar seus compromissos. O próprio Nilson ressaltou, no entanto, que terá pela frente dois grandes desafios: a parcela anual dos precatórios e os vencimentos de dezembro do funcionalismo.
• “Bom velhinho”
O prefeito também brincou com a platéia dizendo que estava vivendo um dia de Papai Noel ao entregar os cheques do abono para os professores e diretores. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) criticou a declaração, dizendo que as verbas utilizadas para o pagamento do benefício são do Fundef, e não da prefeitura.
• Boa impressão
O time de secretários que o prefeito eleito Tuga Angerami está montando para tocar a administração tem provocado reações positivas nos vários segmentos da comunidade. Não pelo elogio em si, mas pela esperança que é depositada na próxima administração, é bom que o governo vindouro tenha também um pouco de apoio para iniciar o trabalho.
• Barulho da chuva
O futuro secretário de Obras, Fernando Jorge Salomão, deve estar se perguntando como se faz para dormir com barulho de chuva. Com certeza ele assumirá o comando da pasta com um abacaxi grande: os buracos que infestam a cidade e que pioram com as chuvas torrenciais de verão. O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) assumiu sua porção de guia e “passeou” com Salomão pela cidade nos últimos dias.
• Turbulência
Desde que a Secretaria de Estado dos Transportes confirmou que a União cortou boa parte da verba destinada às obras do novo aeroporto para este ano, ainda não houve uma posição do governo federal. A presidente do PT, Estela Almagro, esteve em Brasília e ficou de apurar nos gabinetes dos ministérios petistas o que havia ocorrido, mas até agora não houve retorno. Talvez em janeiro.