Dos atuais 21 vereadores da Câmara Municipal de Bauru, apenas nove continuarão desempenhando a função a partir de janeiro. Para os que não conseguiram se reeleger ou optaram por seguir outro caminho político na disputa de outubro, o momento agora é de traçar planos e, em boa parte dos casos, retomar carreiras que foram deixadas de lado nos últimos quatro anos.
O parlamentar Paulo Agustinho (sem partido), por exemplo, pretende se dedicar à advocacia. “Meu escritório estava desativado por causa dos meus afazeres na Câmara, mas agora irei reabri-lo”, anuncia.
A vereadora Catarina Carvalho (sem partido) marcará presença nas salas de aula. “Mesmo estando aposentada, continuarei lecionando na escola estadual Plínio Ferraz e presidindo a Apiece (Associação de Pais para Integração Escolar da Criança Especial). Também quero dar mais atenção à minha família”, destaca.
Professor aposentado da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o parlamentar José Humberto Santana (PTB) também não descarta voltar a lecionar. A princípio, porém, ele tem outros planos. “Minha família tem uma microempresa e pretendo ajudar a administrá-la”, relata.
Já o vereador José Eduardo Ávila retomará a função de agente penitenciário no Instituto Penal Agrícola (IPA). “Já dei entrada nos papéis para cancelar o meu afastamento”, revela.
Depois de 16 anos na Câmara, o parlamentar Luiz Carlos Valle (sem partido), que disputou o Palácio das Cerejeiras em outubro, reservará mais espaço para a profissão de engenheiro civil. “Tenho várias construções em andamento e vou cuidar dos projetos. Além disso, vou continuar atuando como pastor evangélico”, declara.
O vereador José Walter Lelo Rodrigues (PFL), que está concluindo seu quinto mandato legislativo, também se dedicará à função de pastor. “Minha vida sempre foi ligada ao social. Desenvolvo, dentro da Igreja Manancial de Sião, vários trabalhos voltados para o combate à fome, e de agora em diante não será diferente”, comenta.
Indecisão
O vereador Leandro dos Santos Martins (PP) conta que seu futuro profissional longe do Legislativo é incerto. “Ainda não sei o que vou fazer, mas não pretendo ficar em casa. O homem que se acomoda morre cedo”, profetiza.
Magoado com seu desempenho nas urnas, Leandro anunciou após as eleições de outubro que se mudaria de Bauru por entender que foi traído pelo povo. Segundo ele, a promessa está mantida, mas com uma ressalva. “Isso dependerá das oportunidades profissionais que irão surgir”, destaca.
O vereador Milton Dota Jr. (PTB) prefere não comentar seu futuro profissional. “Essa é uma questão particular e pessoal”, argumenta.
Três outros parlamentares que deixarão a Câmara continuarão na vida pública. O presidente da Casa, vereador Renato Purini (PMDB), foi eleito vice-prefeito e presidirá a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). Edmundo Albuquerque dos Santos (sem partido), que não disputou nenhum cargo em outubro, será o secretário municipal de Finanças do governo Tuga Angerami (PDT).
Já o vereador José Clemente Rezende (PDT), reeleito nas últimas eleições municipais, pedirá afastamento do cargo para assumir a presidência do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e será substituído pelo suplente Antonio Faria Neto (PDT).
Procurado pela reportagem, o parlamentar José Carlos Zito Garcia (PPS) não foi encontrado para comentar seu destino profissional a partir de janeiro. Funcionário público municipal, o mais provável é que ele retorne à prefeitura.