08 de julho de 2026
Auto Mercado

Seguro de vidro vale a pena?

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

De olho num universo de pelo menos 14 milhões de proprietários de veículos que não possuem seguro no Brasil, as companhias seguradoras lançam cada vez mais opções para incrementar os contratos e oferecer mais vantagens aos consumidores. No entanto, uma dessas modalidades ainda é pouco conhecida e contratada pelos consumidores: a cobertura dos prejuízos em decorrência da quebra de vidros do veículo do segurado. Mas será que vale a pena pagar por esse serviço? O corretor Edson Aparecido de Almeida explica que os seguros dos vidros possuem as mesmas características dos de automóveis, inclusive a franquia. Só que, neste caso, ela existe apenas para o pára-brisa. “Normalmente, não há para os laterais e traseiros. Só que os valores podem variar conforme a companhia, a marca ou o modelo do veículo”, afirma.

Além disso, acrescenta Edson, a modalidade cobre qualquer forma de quebra do vidro, como as provocadas por ladrões para roubar objetos no interior dos automóveis, um dos crimes mais comuns atualmente.

Mas e o custo de contratação deste tipo de seguro? Segundo Edson, o preço varia conforme a marca, o modelo e o tipo do veículo. “Em média, chega a R$ 90,00”, estima o corretor. E complementa: “É um valor que compensa, pois há vidros que custam muito mais que isso e a pessoa pode pagá-lo diluído entre o parcelamento do seguro do automóvel”, diz.

Apesar de enumerar as vantagens, o corretor revela que o seguro de vidros é responsável por pequena parcela das contratações de seguros efetivadas nas companhias. “Como trata-se de uma cobertura acessória, as pessoas não a adotam porque querem baratear o custo do seguro do veículo e por considerarem que o fato de ter um vidro quebrado é raro. Entretanto, tudo tem seu custo-benefício”, considera Edson.

A reportagem do AutoMercado & Cia consultou um estabelecimento especializado na comercialização de vidros automotivos na cidade para checar os preços médios do produto no mercado. Segundo um funcionário da loja, que preferiu não se identificar, os valores de vidros laterais, por exemplo, podem variar de R$ 45,00 até R$ 1.800,00, dependendo do modelo do carro. “Essa modalidade de seguro é interessante, principalmente, para os importados, como o caso do Audi A3, cujo vidro lateral chega a custar R$ 1.800,00”, informa.

E há também quem não abra mão de segurar o vidro de seu veículo. Prova disso é o aposentado bauruense José Carlos Mantovani, dono de um Chevrolet Vectra coberto pela modalidade há cerca de oito meses. “Para mim, valeu a pena, pois não encareceu tanto e ainda paguei em quatro vezes”, sustenta.

Além disso, ele conta já ter sido beneficiado pelo seguro. “Um outro carro passou por mim e arrastou uma pedra direto para o pára-brisa do meu veículo, que teve de ser trocado. Mas como estava coberto, paguei só a franquia, de cerca de R$ 40,00, e tive uma dor de cabeça a menos”, recorda Mantovani.

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Você sabia que...

• A frota circulante no Brasil é de pouco mais de 21 milhões de automóveis e que, segundo estimativas das companhias de seguros, apenas entre 25% e 30% - 5,2 milhões a 6,3 milhões - são segurados?

• O Brasil ocupa um modesto 46º lugar no ranking mundial de captação de seguros, com uma participação de apenas 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB)?

• Cada brasileiro aplica apenas US$ 43,00 por ano em seguros, enquanto nos Estados Unidos o investimento no setor é da ordem de US$ 1.250,00 per capita?