A pouco mais de uma semana da eleição que definirá o presidente da Câmara Municipal de Bauru, o jogo para compor o comando da Casa já está na mesa. Além da presidência, a votação aberta e nominal também indicará o vice, o primeiro e segundo secretários da Mesa Diretora. Leva o cargo o vereador que conseguir maioria simples na votação.
Um dos nomes mais cotados para assumir o comando do Poder Legislativo é do vereador Paulo Madureira (PP). Ele já presidiu a Casa no biênio 1999/2000. Embora tenha apoiado a candidatura a prefeito do empresário Caio Coube (PSDB), o parlamentar tem bom trânsito entre os vereadores que vão apoiar a administração de Tuga Angerami (PDT).
Mas ele nega a pretensão, pelo menos nesse momento, e argumenta que “ainda é cedo” para lançar candidatura. “Por enquanto não sou (candidato). Ainda nem pensei nisso”, garante. Conhecido por suas habilidades nos bastidores políticos, Madureira conta que esta é a sétima eleição da Mesa Diretora que acompanha.
“O quadro está indefinido. Desta vez, o número de vereadores é reduzido. Diminuiu de 21 para 15. Será uma eleição difícil”, prevê. A indicação do parlamentar do PP para a presidência da Câmara passa pela costura política do ex-deputado Carlos Braga (PP), amigo pessoal de Tuga.
Mas além de Madureira, há outros que já assumiram publicamente a disputa. Do lado da bancada que apoiará a administração do prefeito eleito Tuga Angerami, articulam a indicação os vereadores Rodrigo Agostinho (PMDB), José Carlos Batata (PT) e Futaro Sato (PDT).
A eleição será realizada logo após a posse do prefeito, em sessão legislativa agendada para começar às 19h30 do próximo sábado, 1 de janeiro. Tradicionalmente, é uma sessão longa porque demanda negociações de bastidores, principalmente para compor os cargos de primeiro e segundo secretários e de vice-presidente.
Agostinho não esconde suas pretensões. “Estou conversando com os vereadores”, admite. Na avaliação dele, embora o grupo tenha outros presidenciáveis, é possível compor.
“Tudo indica que essa eleição será bastante tranqüila. Diferentemente das últimas, o que se percebe é que não há grupos fortes e definidos. Estou disposto a entrar nesse desafio porque já ocupei as secretarias da Mesa Diretora”, justifica. Pelo regimento interno, o vereador do PMDB, na condição de parlamentar mais votado, presidirá a sessão que dará posse a Tuga.
Outro nome bastante lembrado na lista dos presidenciáveis da Câmara é do vereador José Carlos Batata. O petista, recentemente, assumiu que está disposto a entrar no páreo. Na eleição do segundo turno, seu partido apoiou a candidatura de Tuga Angerami à prefeitura. Em tese, deve apoiar a administração tuguista e seguir com o grupo pelo menos até o fim do primeiro semestre de 2005. Depois, a seqüência do apoio dependerá das articulações para as eleições presidenciais e legislativas de 2006.
Outro nome citado na lista de presidenciáveis é o do vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL). Ele assume suas pretensões. “Meu nome está na mesa. Agora é sentar e conversar”, comenta. O pefelista diz que já conversou com alguns colegas de plenário e até afirma que sentiu receptividade no seu nome. “Essa semana é decisiva. Vou continuar articulando”, afirma.