Segundo o técnico em informática Anderson Miranda, a maior parte dos sites de pornografia infantil é de origem estrangeira.
O técnico, que é um dos articuladores de uma campanha nacional de combate à pedofilia na Internet, defende a criação de uma legislação punitiva que, entre outras coisas, obrigasse os provedores brasileiros a bloquear o acesso a sites internacionais de pornografia infantil.
“É através desses sites que entra no nosso País grande parte desse material”, diz o técnico. “A pornografia infantil nunca vai acabar. Mais eu tenho certeza de que o bloqueio imediato a sites internacionais de pedofilia, através dos provedores nacionais, reduziria o comércio desse material”, defende.
Segundo ele, é possível rastrear as máquinas que hospedam essas páginas e chegar aos responsáveis pela divulgação do material criminoso. Entretanto, a investigação é trabalhosa e requer a colaboração dos provedores de acesso.
“Na Internet, esses sites deixam todo um rastro, um caminho. É por isso que é preciso haver a cooperação dos provedores, porque todos esses dados ficam arquivados por algum tempo (cerca de três a seis meses) no sistema dos provedores”, diz. Anderson também defende uma legislação que obrigue os provedores a preservar esses arquivos de dados de conexão por mais tempo, para facilitar o trabalho de investigação da Polícia Federal.
Opinião semelhante compartilha o coordenador da subcomissão temática de enfrentamento à pedofilia e pornografia infantil na Internet, Alexandre Reis. “Agora também tem provedores que são de fora. Então, existe toda a questão transnacional desse crime. Esse enfrentamento exige uma articulação internacional para que autoridades de outros países também tomem providências”, conclui o coordenador, expondo a complexidade do combate a crimes praticados pela Internet.