09 de julho de 2026
RH & Tendências

Melhoria contínua: Descarte fraterno


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Conta a história que um discípulo budista, no oriente antigo, para tornar-se monge tinha que passar por etapas de purificação.

Na primeira fase, uma das mais importantes, o aprendiz tinha que descartar todos os bens materiais, pensamentos e sentimentos que não tinham nada a ver com aquela nova vida que se iniciava. Roupas, acessórios e pertences inúteis, bem como idéias e hábitos impuros, eram deixados para trás.

Era considerado desperdício manter consigo algo que não lhe tinha utilidade, já que a natureza, ao oferecer o recurso, o fez para uma finalidade útil.

Sem pretensões de fazer comparações, na cultura brasileira os que podem geralmente têm o costume de acumular coisas, talvez devido a influências de europeus que passaram por guerras e trouxeram o paradigma de guardar, pois um dia podem precisar.

Normalmente, busca-se ter algo. Depois que o obtém, rapidamente deixa de valorizá-lo, encosta-o e inicia uma nova busca. Passa-se a vida querendo algo que não tem, não agradecendo o que tem. É um contrasenso.

Outro dia fiquei observando uma criança na periferia da cidade de Bauru comendo um doce. Ela saboreava-o lentamente, num ritual de muita apreciação. Uma criança rica, geralmente engole e nem sente direito se quer o sabor do alimento. Não tem graça, porque tem em abundância.

O excesso provoca uma visão errônea da realidade, e isto não deixa de ser um desperdício.

Se você tem alguma coisa que não esteja usando, experimente doar. Roupas, brinquedos, eletrodomésticos, sapatos e móveis. Tem muita gente na escassez. O momento é agora. A fraternidade está no ar com as festas de fim de ano.

A doação de coisas proporciona a nós mesmos, temporariamente, uma sensação de bem-estar.

Se você não conhece alguma entidade beneficente, coloque a doação na calçada defronte a sua residência, costume esse verificado em países de primeiro mundo. Os interessados aparecerão.

Entre em 2005 com menos coisas inúteis e mais leve, principalmente na consciência.

Sugestão de melhoria

Não deixe de fazer algo, apenas porque você só pode fazer pouco. Faça o que puder.

Davison de Lucas - diretor da M. Davison & Associados

Consultor empresarial e palestrante.

www.mdavison.com.br