08 de julho de 2026
Regional

Araraquara terá dois deputados

Adriana Silva - Da Tribuna Impressa especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Araraquara - O suplente Marcelo Barbieri (PMDB) foi informado oficialmente, na semana passada, que assumirá a cadeira de Aristodemo Pinotti (PFL) a partir de janeiro. Com o também eleito Dimas Ramalho (PPS), Araraquara (135 quilômetros a nordeste de Bauru) passa a ter dois representantes no Congresso Nacional em 2005.

Pinotti vai responder pela Secretaria de Educação no governo José Serra. Em entrevista, Barbieri disse que assume a vaga em um momento importante, em que o PMDB define posição em relação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se coloca como uma alternativa ao País e que, agora, com o mandato parlamentar, poderá encaminhar as demandas de Araraquara. O peemedebista perdeu as eleições municipais para Edinho Silva (PT).

Barbieri e Dimas Ramalho (PPS), que estiveram em palanques diferentes nas últimas eleições, declararam que pretendem trabalhar juntos. Esta será a primeira vez que a cidade terá dois representantes em Brasília.

“Sempre tive uma boa relação com o Marcelo Barbieri e ele é um político que eu respeito. Acho que a volta dele para Brasília será muito boa para Araraquara e para a região. 2004 foi uma questão conjuntural e, agora, vamos trabalhar juntos. Estou aberto para isso”, disse Dimas.

Voto favorável à independência em relação ao governo Lula, Barbieri avaliou como honesta a decisão tomada pelo PMDB de deixar o governo.

“O PMDB tem uma proposta para o País, que é uma definição melhor da economia, voltada para o crescimento interno e à distribuição de renda. Não dá para ficar dizendo ‘amém’ ao FMI. Essa é uma opção do partido, que terá candidato em 2006 e será uma alternativa para o País”.

Assim como já reiteraram lideranças nacionais, Barbieri enfatizou que o desligamento do governo federal não significa que o PMDB terá posição radical em relação ao governo. O partido continuará apoiando projetos de interesse do País. A diferença, disse o peemedebista, é que não haverá mais a obrigação do voto favorável.

“Assumo com a missão de ter uma atuação independente. Respeito a decisão do meu partido, onde estou desde 1975. Nunca mudei e não pretendo mudar de partido. Ao longo desses anos, tive divergências dentro do PMDB, mas nem por isso mudei de partido. Estou de acordo com a decisão tomada”.

O peemedebista está ocupando a vaga do PFL, já que o primeiro suplente do partido, Jorge Tadeu, foi eleito e ocupará uma cadeira de vereador em São Paulo.

Embora tenha recebido a notícia como um reconhecimento à sua votação na disputa de 2002 (75 mil votos), Barbieri afirmou que não desistirá da ação judicial movida contra a reeleição do prefeito Edinho Silva (PT) nem da intenção de voltar a concorrer ao governo municipal em 2008.

“Esse processo não é só meu, ele foi feito pela coligação. Foi uma decisão política, assim como todas aquelas tomadas nas eleições.”