11 de julho de 2026
Política

Série Vereadores Eleitos: Primo Mangialardo pretende priorizar segurança pública

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 3 min

Atual vice-presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro-Sul, o vereador eleito Primo Mangialardo (PSB) pretende passar os próximos quatro anos se dedicando à defesa dos projetos de lei que possam combater a criminalidade no município. Para tanto, ele afirma que espera contar com a ajuda da população.

“Bauru tem uma polícia competente e temos muito o que somar com a corporação para que a cidade melhore. Ninguém gosta de ouvir que os índices de violência estão aumentando. Acredito que as pessoas podem contribuir nesse processo se manifestando em relação aos projetos de lei que dizem respeito à segurança pública e estão parados na Câmara”, comenta.

Mangialardo cita como exemplo o projeto que determina o fechamento dos bares às 23h. A proposta tramita no Poder Legislativo desde o ano passado, mas será votada apenas em 2005. “Ficou provado que os índices de homicídio caíram assustadoramente nas cidades onde essa lei entrou em vigor”, argumenta.

Ele calcula que sua atuação no Conseg foi decisiva para que recebesse 1.495 votos nas eleições de outubro. “Bauru é uma cidade privilegiada em termos de conselhos. Quem participa desses órgãos e não visa apenas a política naturalmente é convidado a ser candidato nas eleições”, avalia.

Mangialardo revela, porém, que relutou em disputar vaga na Câmara. “Fui um dos últimos candidatos a fazer a inscrição. Tive que ser praticamente empurrado pelo partido e por alguns amigos”, relata.

Em seu primeiro mandato, ele espera se integrar rapidamente com os demais parlamentares. “Uma coisa que eu não sei é trabalhar sozinho. Gosto de contar com outras pessoas me ajudando e também me sinto bem auxiliando os outros”, destaca.

Para Mangialardo, a vida pública exige muita responsabilidade. “Quem ocupa uma cadeira no Legislativo ou no Executivo deve honrá-la, pensando prioritariamente no coletivo. Não acredito na política para benefício próprio ou prestígio. Isso deve ocorrer apenas na atividade privada”, analisa.

Ele avalia que os futuros parlamentares já tomaram ciência desse fato. “Essa eleição mostrou que a população irá trocar as peças se a Câmara não apresentar um resultado positivo. Se o vereador tem interesse em se manter na política com o nome limpo, terá que trabalhar, principalmente junto com os outros”, declara.

O vereador eleito também projeta um bom relacionamento entre a Câmara e o prefeito eleito Tuga Angerami (PDT). “Se Bauru não tiver um tempo de paz entre o Executivo e o Legislativo, vamos continuar na mesma situação em que estamos hoje. A oposição é saudável, mas neste momento é preciso um pacto pela tranqüilidade”, destaca.

Ele afirma que também pretende atuar como agente fiscalizador. “O que é falado durante a campanha deve ser cumprido nos quatro anos de mandato. As pessoas não podem prometer aquilo que não têm condições de fazer”, justifica.

Mangialardo ressalta que o município precisa se desenvolver com urgência. “O povo já foi enganado e iludido por muito tempo. Bauru perdeu muitas empresas e ficou conhecida no cenário nacional apenas pelas cassações”, avalia.

Único vereador eleito pelo PSB, ele quer permanecer na legenda. “Não tenho a menor intenção de mudar de partido”, revela.

Mangialardo conta que está seguindo os caminhos do pai, que na década de 60 foi prefeito da cidade paranaense de Marechal Cândido Rondon. “Nesses dias, por sinal, estava vendo uma foto da época em que eu tinha quatro anos, tirada justamente em um churrasco político. Por isso, costumo dizer que gosto de política desde quando eu nasci”, comenta.

O interesse pela vida pública surgiu décadas depois. “Quando fiquei mais velho, percebi que a política é um excelente instrumento para que a população possa melhorar de vida. Da mesma forma, se ela for mal usada se torna um ótimo mecanismo para deixar as pessoas sem esperança”, opina.