08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Exigimos respeito!


| Tempo de leitura: 3 min

Outro dia fui ao Cinema Bauru, na rua 13 de Maio, com mais seis pessoas, assistir ao filme "Exorcista, O início". Como estávamos em dois carros, eu mais duas primas compramos nossas entradas, e eu também comprei a do meu irmão. Eles chegaram, eu entreguei a entrada a ele, as outras três pessoas ainda iriam comprar as entradas, logo, resolvi entrar, não sabia se estava lotada e a sessão já iria começar, às 21h. Entrei normalmente. Depois de um tempo, meu irmão entrou e disse que havia entregue a entrada para o moço que fica na entrada, esse pegou, colocou na urna, como era entrada de estudante, ele foi pegar na carteira a carteirinha da faculdade. Então o moço disse que ele não havia entregue a entrada. E fez comprar outra, caso ele quisesse entrar.

Como o filme já estava começando, esperei terminar para falar com a gerência. Expliquei o caso à gerente, se não me engano, Suzy, enquando meu irmão chegou. O moço da portaria começou a gritar e dizer que ele lembrava de meu irmão. Começaram a discutir. Pedi que se calassem. Era óbvio que eu não reclamaria se nada tivesse acontecido, porque a entrada de estudante custa apenas R$ 4,00 no sábado a noite. Mas fiquei indignada quando a gerente disse que nada poderia fazer, pois o funcionário era uma pessoa muito séria. O que, a meu ver, não o impede de errar.

O que me revolta é que os cinemas de Bauru, além falta de qualidade, não escutam seus clientes, passando a idéia de autosufiência, o que não é realidade. A situação das salas, principalmente do cinema do centro, é precária. Estofados rasgados, cadeiras sem repouso de braço, não limpam as salas entre as sessões, não permitem que entremos com alimentos comprados em outros locais. E, se não bastasse, não dão qualquer tipo de comprovante quando compramos a entrada, não tem controle entre o número de entradas vendidas e o número de pessoas que entram. E ainda se acham na razão.

Sugeri que fizéssemos um boletim de ocorrência, pois o funcionário estava alterado, gritando comigo e com meu irmão, não dizia coisa com coisa, e a gerente nada fez para defender o cliente, muito pelo contrário, defendeu seu funcionário. Tudo isso por R$ 4,00. Quando pedi o nome do funcionário e seu RG para que eu fosse fazer o BO, ela voltou atrás e acabou devolvendo o dinherio do seu próprio bolso, como deixou bem claro.

A questão não é o dinheiro, mas a falta de organização, qualidade do serviço oferecido e, principalmente, a falta de respeito com os clientes, por isso a minha indignação. Atualmente moro em Campinas, mas meus pais são de Agudos e venho sempre pra cá. Os cinemas de Campinas passaram por grandes transformações nos últimos anos, com aumento no número de salas e, principalmente, de qualidade. Cinemas como o Kinoplex (Severiano Ribeiro) e Cinemark são um exemplo de qualidade e respeito aos clientes. Eles permitem que as pessoas entrem com alimentos comprados em outros estabeleciomentos, desde que não estejam em garrafas de vidro. A leitura das entradas é por código de barra, onde você fica com um comprovante da compra, para eventuais reclamações. Acredito que pedir para ser tratada com respeito não é pedir demais.

Alessandra Simonaka - Agudos - SP