08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Resposta a Eduardo Rubio


| Tempo de leitura: 2 min

Em sua carta “Tá nem aí? Vai pescar!”, publicada nesta coluna, na edição de 29/12/04, o leitor Eduardo Rubio até certo ponto me surpreendeu. Isto porque eu imaginava que certos comentários venenosos, posições injustas e atitudes dos famigerados paus-mandados já haviam cessado. Afinal, não estamos em campanha política e as suas críticas despropositadas são típicas desse período.

Não que eu refute as críticas, pois, na condição de jornalista por profissão, praticamente durante toda a vida, e também como homem público, aprendi a conviver diariamente com elas, de um lado e de outro. Ora como crítico, ora como criticado. Na mídia, aprendi, também, que não se deve duvidar da inteligência, da acuidade do leitor. Ora, diante da carta de Eduardo Rubio, de quarta-feira, coloco-me como um leitor isento, apenas observador. Nem como estilingue, nem como vidraça. E qual a conclusão a que posso chegar, o que deve ter ocorrido com os outros habituais desta coluna de cartas? Que nos comentários há uma muito notória injustiça! O missivista elenca uma série de problemas que temos, mas que são os mesmos existentes em qualquer cidade do País e não se dá ao trabalho de citar apenas uma obra, um fato positivo ocorrido ultimamente!

Certamente, Rubio não tem a firmeza suficiente para não se deixar levar por aqueles que só sabem apregoar o negativismo e, após essa “lavagem cerebral”, sai por aí repetindo tudo. Quisera ter o seu endereço para encaminhar uma prestação de contas em formato de revista, na qual consta uma lista resumida de 210 obras e ações de nossa administração. Quanto à pescaria, não sou pescador e, embora a região na qual irei descansar após seis anos sem tirar férias seja muito piscosa, ali a pesca está proibida para preservação dos recursos naturais.

Caro Rubio: quando se aprestar a escrever para esta coluna, tenha sempre em mente que o leitor não é bobo para aceitar toda incongruência que se coloca no papel. Ao contrário, em geral são pessoas muito inteligentes, aptas para sopesar tudo e que sabem discernir muito bem entre uma crítica procedente e a mais pura iniqüidade.

Nilson Costa - prefeito municipal