10 de julho de 2026
Regional

Instituto de Botucatu otimiza os recursos para cumprir as ações

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

“Se queremos mudar a realidade, não podemos esperar tudo do poder público. Cada vez mais as pessoas percebem que não adianta jogar tudo nas costas do poder público e lavar as mãos. Acho que as pessoas estão se conscientizando disso”. Com essa filosofia, o veterinário Mário Aguiar e mais seis voluntários fundaram a ONG Instituto SIM para otimizar e ajudar as entidades de Botucatu.

Na opinião dele, a cada dia, as pessoas percebem que, se não fizerem alguma coisa para mudar a realidade, vai demorar muito ou nunca vai mudar. “Queremos um mundo melhor. Todo mundo que faz alguma coisa é porque acredita numa força maior. No nosso caso somos apolíticos e não estamos ligados diretamente à nenhuma religião”, avisa.

Para Aguiar, cada uma das ONGs existentes no País tem uma finalidade distinta e trabalha de uma maneira específica. “A SIM é uma atitude positiva e o instituto foi fundado para agregar pessoas que querem tomar uma atitude positiva em favor do próximo. Existiam muitas pessoas trabalhando isoladamente. Nós procuramos aproximar as entidades, articular e com o mesmo investimento atingir um resultado maior.”

A proposta da ONG é fazer mais com os mesmo investimentos e aumentar o número de investidores da área social. â€œÉ transformar aquilo que é tido como filantropia em investimento social. Temos só um ano e o saldo é bastante positivo”, avalia.

O Instituto promoveu reuniões mensais com as entidades, em 2004. “Nessas reuniões conseguimos otimizar alguns equipamentos. Uma associação tinha três máquinas de costura e uma outra entidade mais uma, todas paradas. Um grupo de moradoras de um bairro carente queria montar um cooperativa de costura e não tinha as máquinas. Nós direcionamos as máquinas para que a cooperativa pudesse ser montada”, conta Aguiar.

Em uma outra reunião, uma entidade precisava de uma geladeira enquanto a outra tinha uma de sobra. “Nós fizemos o empréstimo em comodato e ambas ficaram satisfeitas.”

Capacitação administrativa

A ONG percebeu que várias entidades da cidade não tinham uma boa administração por falta de conhecimento técnico. “Percebemos que faltava capacitação administrativa para essas entidades. Chamamos o Sebrae para capacitar.”

Outro trabalho dos voluntários do instituto foi obter o máximo de informações sobre a liberação de uma verba da Embraer e repassar às entidades. “O Instituto Embraer liberou uma verba para financiar projetos até R$ 80 mil. Nós pegamos as informações e convocamos todas as entidades a participar. Marcamos uma reunião só para tirar dúvidas.”

As entidades que não tinham conhecimento técnico para montar o projeto também puderam participar, graças a uma atitude positiva do instituto, comemora o presidente. “Conseguimos que algumas entidades que não estavam aptas a fazer o pedido, pudessem participar. Pedimos para uma assistente social de uma entidade para desenvolver o projeto para outra que não possuía o profissional.”

Ação positiva

O Instituto SIM tem apenas um ano e pretende andar rápido na caminhada humanitária. “Eu acredito que se a comunidade souber onde está sendo empregado o dinheiro que é doado para ações sociais, os investimentos virão naturalmente,” avalia o presidente Mário Aguiar.

A expectativa dele é que neste ano os investimentos sejam bem maiores no terceiro setor. “As entidades de Botucatu, como no País todo, passam por dificuldades financeiras. Queremos que as pessoas conheçam o nosso trabalho e invistam mais.”

O instituto, segundo ele, começou com sete pessoas e hoje já possui o dobro. “Todos são voluntários. Eu acredito que as empresas se sentirão estimuladas ao saber para onde está indo o dinheiro doado por elas. Estamos lançando um selo social para as empresas que contribuírem mensalmente.”