A violência da natureza no último domingo já vitimou mais de 125 mil pessoas no Sudeste Asiático e na África. Os países atingidos foram Indonésia, Sri Lanka, Índia, Tailândia, Somália, Maldivas, Malásia, Mianmar, Kênia e Tanzânia. As praias paradisíacas que de repente foram engolidas pelas águas do tsunami agora abrigam corpos em decomposição e podem levar anos para voltar a ser como antes.
O mundo acelera o que pode ser a maior operação de ajuda da história para os milhões de sobreviventes das ondas gigantes, desesperados por alimentos, abrigo e água limpa, e o número de mortos continua subindo. O Sri Lanka informou que mais de 28.500 pessoas foram confirmadas mortas e a Indonésia, que sofreu o maior impacto, disse que o número passará de 100 mil. Isso elevaria o número total de vidas tiradas pelas imensas ondas para mais de 140 mil.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, declarou que o desastre deixou 5 milhões de desabrigados e que “uma catástrofe global sem precedentes requer uma resposta global sem precedentes.â€
Especialistas alertam que doenças contagiosas podem matar mais pessoas nas áreas devastadas do Oceano Índico, principalmente crianças. O cálculo é que as epidemias podem dobrar o número de mortos. “O pior ainda está por vir, temo, por causa do colapso das instalações de saneamentoâ€, disse Robert Edelman, professor de medicina da Universidade de Maryland.
A Indonésia informou que realizará um encontro internacional sobre tsunami em 6 de janeiro para detalhar a ajuda e a reconstrução necessária ao maremoto mais forte dos últimos 40 anos. A tragédia ofuscou a noite de Ano Novo ao redor do mundo. A tragédia não pode ser evitada porque os países atingidos não fazem parte do sistema de alarmes de tsunamis do Pacífico. Além do que muitos são compostos por tribos remotas.
Apesar da informação de pesquisadores sobre a remota possibilidade de que um fenômeno dessa magnitude ocorra no Brasil, o país está de olhos abertos para o fato, não só pela presença de turistas e residentes brasileiros nos países atingidos, mas também pelo ar de comoção mundial. O brasileiro, assim como os demais habitantes do planeta Terra querem entender o que é o fenômeno, suas causas e como ele pode afetar a história mundial.
Vítimas brasileiras
O Ministério das Relações Exteriores informou que ainda não foram localizados 118 brasileiros que estariam nos países atingidos pelo maremoto. O Itamaraty fez o balanço com base em relatos de pessoas que procuraram o órgão pedindo informações sobre brasileiros que estariam na região no momento da catástrofe e com telefonemas de brasileiros na Ásia que procuraram a diplomacia brasileira para informarem sua situação.
Segundo o ministério, já foram identificados 352 brasileiros que estavam na região da tragédia. Desse total, 155 já foram localizados vivos pelo Itamaraty. Além disso, outros 79 brasileiros que estavam na região, mas não chegaram a ser procurados por familiares e amigos por meio do Itamaraty entraram em contato com a diplomacia brasileira para avisar que passavam bem.
Até sábado, houve a confirmação da morte de dois brasileiros devido ao maremoto. A diplomata Lys Amayo de Benedek D’Avola, 48 anos, um dos seis brasileiros que trabalhavam na Embaixada do Brasil na Tailândia, e seu filho de 10 anos, Gianlucca, tiveram seus corpos encontrados no Sul da Tailândia.