09 de julho de 2026
Tsunami

Atividades humanas deixam litoral vulnerável a desastres

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Oslo - A elevação do nível do mar pelo aquecimento global, a poluição e os nas barreiras de corais podem tornar as áreas costeiras do mundo ainda mais vulneráveis a desastres como tsunamis e tempestades, disseram especialistas. São raros os ecossistemas costeiros que têm estrutura para suportar ondas como as que atingiram países asiáticos no dia 26 de dezembro.

Fatores ligados a atividades humanas, como o aquecimento global e o mau planejamento das áreas costeiras, aumentam a ameaça  às regiões litorâneas. “As costas estão ameaçadas em muitos países”, disse Brad Smith, do Greenpeace. “A construção de estradas, as criações de camarão, a urbanização em faixas e o turismo estão erodindo as defesas naturais na Ásia.”

Os líderes políticos de pequenos países localizados em ilhas se reunirão nas Ilhas Maurício entre 10 e 14 de janeiro para discutir ameaças como o aquecimento global. O nível do mar subiu em média entre 10 e 20 centímetros no século 20, e até o ano de 2100 a elevação pode chegar ser de mais 88 cm, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Países que ficam em ilhas, como as Maldivas, assolada pela tsunami, podem literalmente desaparecer sob as ondas se o nível do mar subir. Em Bangladesh, 17 milhões de pessoas vivem a menos de um metro acima do nível do mar; a quantidade se repete na Flórida, nos EUA. Richard Klein, pesquisador do Instituto Potsdam para a Pesquisa sobre Impacto Climático, na Alemanha, disse que a vulnerabilidade a desastres naturais normalmente se associa à pobreza.

A Holanda pode construir barreiras mais altas para se defender, por exemplo, o que não acontece nos países em desenvolvimento. Ele sugeriu que haja sistemas de alerta mais avançados no Terceiro Mundo, para fenômenos que vão desde ciclones a tsunamis. “E um dos grandes riscos das ilhas pequenas não é o fato de elas ficarem submersas, mas sim o de ficarem sem água”, disse ele. A água salgada contaminaria os depósitos de água doce, e o equipamento de purificação seria caro demais.

Smith, do Greenpeace, disse que a danificação das barreiras de corais também prejudica as costas. Um estudo divulgado este mês mostrou que cerca de 70% dos recifes de corais do mundo foram destruídos ou estão ameaçados por atividades humanas, desde a pesca predatória até o aquecimento global.