08 de julho de 2026
Tsunami

Recuperação de corais e mangues deve levar décadas


| Tempo de leitura: 2 min

Áreas de corais e mangues podem tem ter sido destruídas pelas enormes ondas de domingo no sudeste asiático, e o retrocesso ambiental e econômico pode levar anos para ser revertido, dizem especialistas. Criaturas que vivem no oceano profundo provavelmente escaparam sem danos do poderoso terremoto no Oceano Índico, mas criaturas costeiras foram expostas à força total da parede de água. Zonas de mergulho populares devido à impressionante vida marinha, como os atóis das Maldivas e das ilhas no Sul da Tailândia, foram devastadas pela força das ondas. “Se você perde os corais perde também o apelo aos turistas, e eles irão para outras regiões”, disse Michael Keogh, professor de ecologia marinha da Universidade de Melbourne.

Crescimento curto

As colônias de corais crescem somente cerca de meio centímetro por ano. Fazendas marinhas em países como Tailândia também serão afetadas, e áreas de mangue que funcionam como incubadeiras para peixes e camarões serão muito afetadas. O pior dano provavelmente ficou concentrado na área entre 100 metros e um quilômetro da costa.

Animais

A alimentação, reprodução e outras atividades de grandes mamíferos, como baleias e golfinhos, provavelmente sofreram pouco impacto. “Golfinhos podem sentir o que está acontecendo na água e provavelmente foram para águas profundas, onde ficaram seguros”, disse John Michel, da Organização de Pesquisa Científica e Industrial do Commonwealth da Austrália. “Ambientes longe da costa provavelmente não foram afetados. As únicas coisas que podem ter sido afetadas são animais e vida perto da faixa costeira”, explicou Michel.

Sistema de previsão

O ministro da Ciência e Tecnologia da Índia, Kapil Sibal, disse que o país irá instalar um sistema de alerta para prever tsunamis letais. Dos 12 países afetados pelo maremoto de domingo, apenas a Tailândia pertence a um sistema já existente entre países do Pacífico, do qual o sistema indiano seria independente já que não monitora o oceano Índico. Segundo Sibal, a implementação do sistema levará dois anos e meio e custará US$ 27 milhões. O Japão, que dispõe de um dos sistemas de detecção de maremotos mais sofisticados do mundo, vai instalar, em março, na cidade de Tóquio, um centro para alertar seus vizinhos sobre possíveis desastres naturais na região. O centro terá como principal objetivo o monitoramento dos impactos dos terremotos na região do Pacífico e da Sibéria (Rússia). O centro não vai monitorar o Oceano Índico, local que abrigou o epicentro do terremoto de domingo.

Sri Lanka: limpeza pode levar anos

Limpar toda a devastação provocada pela tsunami no Sri Lanka poderá levar anos, afirmaram os cingaleses em meio às buscas por parentes desaparecidos. Mais de 1 milhão de pessoas estão desabrigadas, muitas delas instaladas provisoriamente em templos budistas e escolas numa terra onde dezenas de milhares já foram expulsos de suas casas por causa de uma guerra civil de duas décadas.