08 de julho de 2026
JC Criança

Gente nova no gibi

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Ele tem cabelos castanhos, é sorridente, adora basquete e é fã de carteirinha da banda Paralamas do Sucesso, principalmente do cantor Hebert Vianna. É novo no pedaço, mas já conquistou os olhares de muitas menininhas.

Esse sucesso todo é do Luca, novo personagem da Turma da Mônica, que, desde o dia 20 de dezembro, entrou com sua cadeira de rodas para o mundo dos quadrinhos.

Luca tem deficiência física, por isso precisa da cadeira. Mas está enganado quem acha que ele é o garotinho triste da turma.

Ele é muito feliz e brinca o tempo todo com Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão. As duas mocinhas, aliás, já estão disputando a atenção do novo amigo e vão aprontar de tudo para conquistá-lo.

Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, explica que Luca chegou para mostrar que crianças com deficiência podem ter uma infância feliz e brincar numa boa com os outros garotos. “Crianças deficientes se superam sempre”, lembra Maurício.

“Da Roda”, apelido de Luca, é o segundo personagem portador de deficiência dos quadrinhos da Mônica. A primeira foi Dorinha, que entrou para os gibis no fim de novembro (saiba mais sobre ela abaixo). “Faz tempo que tinha a idéia de criar personagens com algum tipo de deficiência. Me pareceu uma boa referência para ser passada aos nossos leitores”, conta Maurício.

As histórias divertidas e alegres dos novos personagens podem fazer muitas crianças repensarem o jeito de olhar meninos e meninas deficientes. Não é preciso ter dó. Assim como as crianças sem problema físico, as portadoras de deficiência precisam receber apenas respeito e, em certos casos, um pouquinho a mais de paciência. No mais, é tratar de igual para igual.

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Dorinha

• Ela foi a primeira personagem portadora de deficiência da Turma da Mônica.

• Dorinha é deficiente visual (cega) e para se locomover conta com a ajuda de sua bengalinha e do seu cachorro labrador, o Radar.

• É extrovertida, tem cabelo moderno e impressiona por suas habilidades. Por não enxergar, os outros sentidos (tato, audição e olfato) são mais aguçados.

• O nome Dorinha surgiu para homenagear Dorina Nowil, mulher que perdeu a visão quando criança, mas que não entregou os pontos. Ela enfrentou as dificuldades e tornou-se exemplo de força de vontade.

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Você sabia?

• No Brasil existem cerca de 25 milhões de portadores de deficiência. Deste total:

• 940 mil são cadeirantes, ou seja, andam de cadeira de rodas como Luca.

• 1,2 milhão são cegos, iguais a Dorinha, e mais 4 milhões de pessoas tem algum tipo de deficiência visual.

• Nas Paraolimpíadas de Atenas, em que portadores de deficiência de mais de 70 países participaram, o Brasil ficou em 14º no ranking, com 33 medalhas. Só o nadador Clodoaldo Silva trouxe seis, das 14 medalhas de ouro que o Brasil conquistou em esportes como futebol, judô e atletismo.

Dados: Assessoria de Imprensa da Turma da Mônica