08 de julho de 2026
Geral

Maratona de final de ano gera estresse

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

O termo “fim-de-festa” ganha outro sentido no mês de dezembro: estresse, que se prolonga até o Réveillon. Produzir as comemorações de fim de ano com compras de presentes para toda a turma e amigos, ao mesmo tempo em que se prepara o cardápio das ceias e dos almoços de Natal e Ano Novo faz o corpo responder com olheiras profundas, fadiga constante e mau-humor. Tantos preparativos num curtíssimo espaço de tempo exigem articulação e experiência. Mas até os mais calejados sofrem com o estresse de dezembro e, já nos primeiros dias do Ano Novo, buscam aliviar a pressão.

A feira de domingo no centro de Bauru para muita gente não se resume apenas às compras de produtos frescos, mas é um roteiro obrigatório. O entorno das barracas de pastel, quase sempre tomado, revela algumas figuras digerindo ressaca e irritação indisfarçáveis. Nem por isso, não se cruza com gente apressada que fixa como objetivo ir de uma banca à outra o quanto antes e com o pensamento nos preparativos do almoço de domingo. Dia marcado por um cardápio mais elaborado e que ganha em importância se for o primeiro domingo do ano e seguido pela festança do Dia de Ano Novo.

Ao sabor de um delicioso pastel, Maria Lúcia Abrantes comentou que o fato de trabalhar em um supermercado aumenta muito seu nível de estresse quando chega o período de festas de final de ano. Além do movimento intenso no trabalho, ela tem que dar conta dos preparativos e acaba se sentindo muito prejudicada pelo acúmulo de funções. Assim como Maria Lúcia, Rosi Camargo defende que o alívio só vem depois da passagem de ano.

Circulando pela feira de domingo, Rosi dava sinais de que o final de ano deixou as marcas positivas e negativas. Em seu caso, o clima festivo, de paz e confraternização ao lado de amigos e familiares, não bastou para superar o estresse dos preparativos de Natal e Ano Novo. Ela comentou que apenas depois das festas consegue alívio da tensão. Sua receita é relativamente simples: férias em São Paulo com uma esticada até a praia.

Outras pessoas são pegas pela expectativa de poder festejar, principalmente, em casos em que cada um da família está em um canto. Fazendo compras na feira, Maria Carneiro não dava sinais de que passou momentos de aperto. Para ela, as comemorações de Natal e de Ano Novo ganham um colorido especial por ser a chance de ver a casa cheia de familiares que se juntam apenas em ocasiões especiais.

Assim, o fim de ano em família é também, o momento de comemorar o reencontro com filhos e netos. A senhora sorridente comentou que no final deu tudo certo porque conseguiu organizar o seu tempo. A única coisa que lhe incomodou foi o calor que fez em Bauru.

Responsável por todos os preparativos, Maria certamente passou um bom tempo em filas de supermercados e na cozinha, onde o forno foi bastante acionado. Daí, pode ter origem o seu incômodo, somado à emoção de rever os familiares e aquela apreensão para que tudo transcorra de forma impecável.

Com fisionomias transpirando tranqüilidade, o casal Renata Serafim e Edson Luiz Santim se precaveu este ano e organizou seus passos para a chegada de um novo ano. Renata conta que as despesas foram calculadas para não “furar” o orçamento, evitando acúmulo de dívidas a vencer nos primeiros meses de 2005. Ela comenta que não acumulou estresse, mas por vias das dúvidas nada melhor do que um passeio relaxante com direito a um pastel, enquanto aprecia o movimento da feira livre.