10 de julho de 2026
Esportes

Copa São Paulo: Futuro do futebol entra em campo

Por Da Redação | Com agências Folhapress e Lancepress
| Tempo de leitura: 4 min

São Paulo - Quatro jogos abrem hoje a 36ª edição da Copa São Paulo de Juniores. A largada da mais tradicional e importante competição sub-20 do País será às 13h30, em Osasco com o duelo ECO x Rondônia-RO, e Fluminense x Vila Nova-GO, às 15h30, ambas as partidas válidas pelo Grupo K.

Os outros dois jogos do dia são pelo Grupo B, em Ribeirão Preto: Botafogo-SP x Vila Aurora-MT, às 17h, e Santos x Democrata-MG, às 19h..

O Santos é o primeiro grande a entrar em campo e também um dos favoritos ao título. Em 2004, o time foi campeão estadual juvenil, vice infantil e, para completar, ficou com o título da Copa Federação Paulista. Na esteira do sucesso da geração de Diego e Robinho, os olheiros do Peixe têm conseguido captar talentos com uma facilidade que não era obtida antes.

“Os garotos querem jogar no Santos. Sabem que aqui aparece a chance para se destacar como profissional”, garante o bauruense Hallison, de 19 anos, zagueiro titular da equipe dirigida por Márcio Fernandes. Além disso, estarão à disposição da Comissão Técnica campeões brasileiros como o zagueiro Domingos e o atacante Luizinho. O próprio técnico Márcio Fernandes coloca a equipe entre as favoritas. “Na Copa FPF éramos formigas. Agora mudou. Somos os elefantes do torneio”, avisa.

Cuidados

A edição 2005 da Copa São Paulo de Juniores é talvez a mais cercada de cuidados com o jogador fora de campo. E, contraditoriamente, a que mais o desgastará dentro. O caso do zagueiro Serginho, que morreu num jogo do São Caetano no Brasileiro-2004 devido a uma doença cardíaca, trouxe novas exigências.

Essa será a primeira competição do futebol nacional com árbitros aptos a ministrar desfibriladores em caso de parada cardíaca em uma partida. Foram cedidos 22 aparelhos à FPF. No entanto, se resguarda a parte física por um lado, força por outro. A maior parte dos jogos da primeira fase começa entre 14h e 16h, no horário de verão - ou seja, provavelmente sob forte calor.

Para o presidente Marco Polo del Nero, o horário das partidas não é problema. “Quem joga futebol sabe que, em jogos disputados no calor, o que pode acontecer é que o jogo fica mais lento, só que isso é para as duas equipes”, ressaltou.

Lembrado de que a última Corrida de São Silvestre teve muitos atletas que desmaiaram devido à temperatura, foi taxativo. “Deviam estar mal-preparados. Os clubes têm preparadores físicos para condicionar os atletas.”

Do ponto de vista da Justiça do Trabalho, a 36ª edição da Copa SP também foi burocratizada. A liminar conseguida pelo Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo em prol das férias de 30 dias obrigaria os clubes a não inscreverem os jovens que atuaram em equipes da Série A do Brasileiro, encerrado em 19 de dezembro.

No entanto um acordo envolvendo Federação, clubes e o próprio sindicato acabou permitindo que esses atletas participem do torneio sem maiores chiadeiras.

Por outro lado, há aqueles que vivenciam a expectativas de que surjam novas promessas no celeiro que já revelou Toninho Cerezo, Marcelinho Carioca, Djalminha, Careca e Raí e mais recentemente, o ex-palmeirense Vágner Love.

Um interesse que movimenta tanto clubes quanto empresários. Não por acaso, o torneio atrai a atenção de empresas como o Grupo Pão de Açúcar, que em dezembro associou sua equipe de juniores ao tradicional Juventus de São Paulo, para dar visibilidade a seus jogadores. Criado no ano passado, o clube do conglomerado de Abílio Diniz, gerenciado por José Carlos Brunoro, se dedica apenas às categorias de base.

Festa no Interior

Oito clubes a mais, para motivar a festa no Interior. Para Marco Polo del Nero, o novo recorde de participantes na Copa SP se deve ao sucesso que a competição teve no ano passado, nas suas sedes fora da capital. “Com os 80 clubes de 2004, a gente teve uma movimentação grande, como nunca houve. Tínhamos públicos de três a quatro mil pessoas no mínimo”, defende Del Nero.

“Nessa fase preambular, a gente gostaria que tivesse mais clubes, porque mexe com a vida do futebol em todo o Estado e cria oportunidades para que novos valores apareçam”, afirma.

Como critérios para a distribuição das vagas, segundo o dirigente, há a tradição e a indicação das federações. “Você tem clubes com expressão internacional, como o Grêmio, esses a gente convida. Os outros são emergentes indicados pelas outras federações, que às vezes nos pedem quatro, cinco vagas”, declara Del Nero.

Graças a isso, todos os 27 Estados da União estarão representados. Uma chance para Náutico-RR, Chapadinha-MA e Luverdense-MT levarem a festa ao Interior.