Sanear uma dívida de R$ 20 milhões composta por fornecedores e pelo não recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) será o principal desafio do recém-empossado presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Renato Purini. Também caberá a ele cobrar da prefeitura uma dívida de R$ 5 milhões referentes à prestação dos serviços de coleta de lixo.
“Esse é um problema que teremos que resolver primeiro. Não podemos deixar o município engessado, privando-o de contrair financiamentos e créditos externos, como, por exemplo, tratar o esgoto da cidade”, explica.
A dívida da empresa com o FGTS foi a principal causa que inviabilizou a administração municipal de contrair empréstimo de R$ 53 milhões junto à Caixa Econômica federal (CEF) para financiar o tratamento de esgoto.
Assim como o Departamento de Água e Esgoto (DAE), Purini afirma que a Emdurb também não poderá deixar de acionar a Justiça por conta da dívida de R$ 5 milhões da prefeitura com a empresa. “É um direito da Emdurb receber essa dívida. E nem pode ser diferente porque senão vai configurar renúncia de receita”, observa.
Outro problema, esse mais grave, é a coleta de lixo. “Estamos próximo de um colapso. Hoje (anteontem), tivemos uma paralisação relâmpago dos coletores de lixo que fazem reivindicações”, informa.
A frota de caminhões da coleta lixo enfrenta dificuldades diárias. “São caminhões com mais de dez anos de vida. Temos a coleta das 7h às 13h e depois das 18h às 24h. Os caminhões chegam às 13h e a oficina tem que trabalhar até as 18h para consertar os veículos que quebram durante o trabalho”, relata.
A constante quebra dos caminhões acabam provocando outras despesas, como o pagamento de horas extras a funcionários que ficam esperando o conserto dos veículos para retornar ao trabalho. “Pagamos entre 6 a 8 mil horas extras por mês, o que significa uma despesa de R$ 40 mil a R$ 50 mil.”