Ao questionar amigos nas festas de fim de ano, com relação a 2004, a maioria tendeu a fazer um balanço somente nas questões financeiras.
Ao me aprofundar com mais perguntas, confirmei o óbvio: quase tudo continua girando consistentemente em torno do dinheiro.
O viver bem depende, em alguns casos, exclusivamente do sucesso nessa área. O dinheiro vem em primeiro plano como item de primeira necessidade. Não retiro tal importância, mas a moeda era para ser um meio, e no entanto, geralmente é um fim.
Com o maior respeito aos meus amigos, mas são pessoas de poucos indicadores. Só medem o enriquecimento. Se não ganharam dinheiro, acham que não progrediram.
Discordo plenamente, pois alguns progressos ocorrem mesmo de forma imperceptível.
O balanço tem que contemplar também os avanços do “eu” nos relacionamentos consigo mesmo, com a família e com os amigos, bem como os desenvolvimentos moral, intelectual e espiritual.
Nessa linha de raciocínio, muitos não conseguem discernir ou não dão a devida prioridade para progressos na paciência, na tolerância, na auto-estima, no autocontrole, no otimismo e na paz.
Como perceber as evoluções nessa áreas? Investindo em prestar mais atenção em si, principalmente nas reações perante os problemas. É na adversidade que a gente se conhece. Na teoria, geralmente as pessoas estão bem nutridas, mas é na prática que se avaliam os avanços.
Na minha opinião, o ser humano mais evoluído é livre e emancipado dos preconceitos e paradigmas da sociedade. Se esforça para se adaptar a ambientes que promovem crescimentos, auto transformação e transformação. Tem consciência de quais são os valores transitórios que fazem parte do exterior da pessoa e gasta mais energia na busca de atributos interiores, no desenvolvimento de qualidades e eliminação de defeitos. Não é escravo do supérfluo.
Encontra equilíbrio olhando para trás e para frente. Simplifica demais a vida. Vive se perguntando o quanto tem sido útil à coletividade.
Pensa primeiro nos próprios deveres, diferente da pessoa comum que normalmente se preocupa demais com os direitos.
Considerando que cada indivíduo é um complexo de energias inconscientes a serem ainda desvendadas e evoluídas, desejo que você leitor, nesse ano novo, invista mais no autoco-nhecimento, pois a ignorância de nós mesmos nos leva a uma multiplicidade de comportamentos imprevisíveis impedindo o direcionamento correto dos sentimentos; que seja mais flexível a mudança, que é o ponto de início para atingir níveis de consciência mais ampla e elevada; e que tenha em mente que existem inúmeras maneiras de viver e evoluir, e que a sua é única. Pense nisso!
Sugestão de melhoria
Ouça sempre o consultor que existe dentro de você: a consciência.