08 de julho de 2026
Mulher

Xô, olhos de panda

Da Redação
| Tempo de leitura: 6 min

Não há quem resista à correria de fim de ano. Quem deixa para tirar férias após o Carnaval, então, acaba sofrendo dobrado. O estresse, agitação, poucas horas de sono ou noites maldormidas destroem a aparência. E um dos primeiros sinais visíveis são as olheiras, uma diferença de tonalidade entre as pálpebras inferiores e o resto da face.

Há poucas informações sobre a olheira, mesmo nos livros de medicina. A cura total, eterna, é praticamente impossível, mas há muitas formas de amenizá-Ias ou escondê-las.

O primeiro passo antes de se optar dentre as várias formas de amenizar as olheiras, é diagnosticar a causa real do problema, através de avaliação médica. É preciso lemvbrar que não são apenas noites mal-dormidas que provocam olheiras. Excesso de vasos sangüíneos ou excesso de pigmentação (melanina) sob a pálpebra inferior também estão na lista.

Pessoas de pele mais morena geralmente têm mais visível a diferença de cor no rosto. Entre os jovens, a hereditariedade é causa número um. Infelizmente, ela é responsável pelo tipo de olheira mais difícil de ser tratada. Trata-se do excesso de vascularização, ou seja, concentração desproporcional de vasos sob a pálpebra. Aqui, um diagnóstico informal pode ser feito no espelho. Estique a pálpebra inferior. Se as veias ficarem bastante aparentes, este é o seu mal.

Questão de tendência

A vascularização intensa ocorre principalmente em pessoas de grupo étnico onde exista esta tendência. As principais vítimas são os descendentes de árabes, turcos, hindus, ibéricos. Aqui, a pele não tem mudança de cor, mas a pálpebra é mais escura devido a transparência dos vasos dilatados. Neste caso, é comum o agravamento do problema quando os vasos sofrem pequenos sangramentos. Fora das veias, o sangue fica então “preso” na região, e seu pigmento - a hemossiderina - toma a pálpebra mais escura. E, já que existe excesso de vascularização na região, os pequenos derrames neste caso não são raros. Com o tempo, as manchas atingem a pele, que então passa a exigir tratamento cosmeátrico para clareamento.

A grande quantidade de vasos torna o escurecimento da região suscetível a mudanças. Conforme eles se dilatam, maior o escurecimento. A época próxima á menstruação, a desidratação da pele, doenças em geral, medicamentos fortes, bebidas alcoólicas, fumo, café e, finalmente, cansaço - tudo isto torna mais visíveis as veias sob a pálpebra. Mesmo quem não tem tendência hereditária, mas tem formato de rosto em que os olhos são “redondos”, sofrem com olheiras. Para muitos que tem olhos fundos, o problema se estende até as pálpebras superiores. Aqui, somente uma boa maquiagem pode reduzir o problema.

Em pessoas de mais idade, o tipo mais comum de olheira é causada pelo excesso de pigmentação -a melanina. A luz ultravioleta, após anos e anos de exposição ao sol filada nesta região, onde a pele é mais fina, ficando mais escura que o resto do rosto! Este problema pode, eventualmente, ocorrer também em pessoas mais jovens, mas somente quando há a tal tendência. Por sorte, o acúmulo de melanina, chamado de hipercromia, é suscetível a vários tratamentos.

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Tipos mais comuns

• Vasinhos As olheiras arroxeadas que surgem cedo, às vezes até na infância, normalmente estão relacionadas à predisposição genética e significam um excesso de vasinhos na região abaixo dos olhos. Esses casos são os mais difíceis de tratar e pioram com estresse, noites maldormidas, cigarro, excesso de bebidas alcoólicas, café e até mesmo o período menstrual, pois estes fatores estimulam o fluxo sangüíneo e dilatam os vasos da região.

• Melanina A concentração de melanina (pigmento que dá cor à pele) na região das pálpebras inferiores, mais comum em pessoas depois com mais de 35 anos, também estimula as olheiras. Neste caso a mancha é acastanhada.

• Bolsas Bolsas que surgem devido à retenção de líquidos ou ao acúmulo de gordura nas pálpebras inferiores formam uma sombra na pele e dão a impressão de olheiras.

• Cansaço Olheiras que surgem por causa de estresse ou noites mal dormidas. Podem aparecer em qualquer pessoa, tenha ela tendência a ter olheiras ou não.

Fonte: www2.uol.com.br/feminissima/beleza e www.denisesteiner. com.br/derma_estetica

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Para disfarçar as olheiras

• Vitaminas

Cremes à base de vitamina A, de vitamina C e de ácido mandélico são todos utilizados, mas devem sempre estar associadas fotoproteção.

Loções e cremes à base de vitaminha K são indicadas nos problemas de vascularização intensa por terem a capacidade de evitar as pequenas hemorragias que aumentam a tonalidade da pele.

• Maquiagem

Para manter a naturalidade e evitar que a pálpebra fique esbranquiçada, o corretivo deve ter um tom mais claro que a pele e ter textura muito fina. Se bem usados, eles clareiam e valorizam a cor dos olhos. A base e o pó são complementos para atenuar vincos e outras imperfeições da pele.

• Compressas vasoconstritoras

Ao menos três vezes por dia, com água gelada para efeito de vasoconstrição. Efetiva apenas em caso de excesso de vascularização. Devem ser feitas com substâncias calmantes, como os derivados de camomila (azuleno e alfabizabolol), ou utilizando o próprio saché de chá. Os extratos da planta rutina (entre 0,5% e 2%), loção à base de castanha da índia e loção tônica para pele seca embebida em algodão também são alternativa para atenuar a olheira. Em geral estes usos tópicos não exigem acompanhamento médico, mas a melhora só dura o tempo em que o vaso ficar contraído.

• Falsa olheira

Muitas mulheres, geralmente de idade anais avançada, pensam ter olheiras quando na verdade têm outro problema: bolsa de gordura localizadas na parte inferior das pálpebras. A confusão acontece pois seu efeito visual resulta em sombras abaixo dos olhos. “Em geral, bolsas de gordura são conseqüências da flacidez do septo orbitário (cavidade do olho), que projeta para frente estas bolsas e, já que toda luz incide de cima, a sombra proveniente deste mal dá a falsa impressão de olheira”.

Neste caso, quando o exercício de contração da pálpebra inferior não surte efeito, a única indicação é a cirúrgica, através da exerese (remoção) ou uma espécie de plástica que levanta o músculo orbicular, da pálpebra inferior, que é suturada na parede lateral da órbita.

Na medicina, o processo é denominado blefaroplastia subpertostal. Em palavras mais simples, a pele das extremidades da pálpebra inferior é costurada” alguns centímetros para cima. Some, aqui, o problema.

Já a retirada da bolsa pode ser feita de duas formas. A transconjuntival é feita via laser, afastando-se a pálpebra inferior e, após colocado o protetor ocular, corta-se a bolsa e a coagula. Quando o dióstico aponta também flacidez da pele, então através de um corte subciliar descola-se o músculo e a bolsa é retirada, mas lembre-se: apenas um médico poderá fazer uma avaliação segura e indicar o tratamento mais adequado.

• Sono, um forte aliado

O sono é o tratamento mais barato para a pele. Fundamental, permite que a pele se renove. Depois de uma noite bem dormida, ela fica linda e descansada. Cada organismo tem necessidades diferentes em relação a ele. Há pessoas que se sentem bem com 5 horas, outras precisam de 10 para recompor suas energias. O importante é descobrir a sua necessidade de sono diário e respeitar este período. A média é de 8 horas e se você é daquelas que pensam que dormir é perda de tempo, saiba que durante o sono o organismo libera hormônios indispensáveis para urna série de processos vitais importantíssimos.

Muitas atividades de regeneração são feitas durante o sono. Quer exemplos? O cansaço estimula a flacídez, acentuando o problema da bolsa de gordura. O estresse orgânico acentua a vasodilatação e a produção de melanina, acentuando a olheira.

Antes de dormir pense em algo agradável e divertido para descontrair a musculatura do rosto.

Aprenda a fazer alguns exercícios faciais. Além de prevenirem a flacidez, eles ajudam. a relaxar a musculatura da face.