08 de julho de 2026
Polícia

Cidade tem primeiro homicídio do ano

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A cidade de Bauru registrou ontem, por volta do meio-dia, o primeiro caso de homicídio deste ano. O ajudante-geral Rafael Fernando Fonseca, 22 anos, acabou atingido com uma bala no olho esquerdo. Socorrido pela unidade avançada (com UTI móvel) do Samu 192, o rapaz não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo por volta das 13h30 no Pronto-Socorro Central (PSC).

Em 2004, o primeiro homicídio do ano aconteceu no dia 6 de janeiro. No final do ano, este número chegou a 63 casos, segundo levantamento realizado pelo JC. Os dados da Polícia Civil, porém, apontam para 45 casos de homicídio registrados, segundo levantamento fechado até novembro.

As estatísticas diferem por uma questão de metodologia da pesquisa: enquanto o JC contabiliza no seu levantamento todo tipo de morte com emprego de violência, a polícia possui classificações específicas para crimes como latrocínio (roubo seguido de morte) ou tentativa de homicídio e lesão corporal seguidas de mortes (situações em que a vítima acaba morrendo, mas não no momento do crime).

O homicídio de ontem aconteceu na Vila Industrial, Zona Oeste da cidade. Segundo relato de familiares da vítima, dois disparos de arma de fogo foram ouvidos por volta do meio-dia. Quando saíram para averiguar o que acontecera, encontraram Fonseca caído em frente ao portão da própria casa, na quadra 11 da rua Santa Terezinha, com uma perfuração de bala no olho esquerdo e segurando R$ 15,00 em uma das mãos. Mesmo em plena luz do dia, o autor dos disparos conseguiu fugir.

Segundo informações do capitão Flávio Jun Kitazume, comandante da 3.ª Cia da Polícia Militar (PM), um dos familiares chegou a ver um outro homem conversando com Fonseca em frente à sua casa, momentos antes do disparo. Com a descrição do suspeito, policiais vasculharam a região mas não encontraram o suspeito.

Kitazume acredita que o crime possa ser o desfecho de alguma “rixa antiga”. O policial lembra que, no final do ano passado, Fonseca teria sido personagem em pelo menos duas ocorrências de desavenças: numa delas, foi vítima de uma tentativa de homicídio; em outra, esfaqueou o marido da ex-mulher, com quem teve um filho, atualmente com 4 anos.

Antes destes episódios, conta Kitazume, o ajudante-geral passou uma temporada em Santos, no Litoral paulista. Ao voltar para Bauru, Fonseca passou a morar na casa do pai, na Vila Nova Esperança - o crime aconteceu na casa de sua mãe. O ajudante-geral já estava com passagem marcada para retornar a Santos. Ontem à noite, durante o velório, os familiares se recusaram a comentar o episódio.

O delegado Ronaldo Divino, titular do 1.º Distrito Policial, registrou a ocorrência como homicídio doloso, crime que prevê pena de seis a 20 anos de detenção. O inquérito foi instaurado e, como a autoria é desconhecida, será encaminhado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para apuração.