08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Serviço militar


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Incrível como as leis que regem o País não se modificam com o desenvolvimento da esfera social, pois se faz uso de uma infinidade de medidas que devem ser abolidas devido ao fato de não mais se adequarem à verdadeira necessidade. Foram árduos os caminhos para se estabilizar a democracia, porém há resquícios de uma ditadura camuflada por entre as letras de nossa Constituição que, infelizmente, ainda oprime os cidadãos brasileiros e gera controvérsias quanto ao seu ar democrático.

Defendida por Olavo Bilac por volta de 1915, a obrigatoriedade do serviço militar demonstra claramente que, só pelo simples fato de ser obrigatória, é defasada, porque vive-se num País onde a soberania popular está acima de tudo.

O País necessita urgentemente de modificações em relação as suas leis, pois as mesmas oneram o sistema democrático e até mesmo o desenvolvimento, porque ainda estão fincadas num passado sombrio, o qual deve ser iluminado com leis que possibilitem uma maior desenvoltura em relação a todos os aspectos.

Eliminar a obrigatoriedade do serviço militar seria apenas um dos aspectos positivos, visto que essa obrigação impede que vários adolescentes consigam seu primeiro emprego, ou seja, seu primeiro grande passo para sua auto-sustentação. Porém, apesar da valiosa importância do serviço militar, seria de praxe meramente democrático a não-imposição do mesmo, pois tal medida influenciaria de uma maneira positiva no simples fato de garantir o direito de escolha individual.

Assim como Bilac lutou para implementar um modelo de proteção nacional em sua época (Primeira Guerra Mundial), ou seja, empenhou-se em tornar obrigatório o serviço militar, o povo brasileiro deveria tomar as rédeas da situação e mudar o que não mais condiz com sua verdadeira necessidade. Bilac lutou para a proteção do País numa época em que não existiam os artefatos belicosos “inteligentes”, por isso era necessário o grande contingente para que se pudesse formar um exército. Diante do desenvolvimento de armas inteligentes, não é o número de soldados que conta, mas sim o quanto eles estão preparados para as situações emergenciais.

Juliano Schiavo Sussi