10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Chuva encarece preço dos legumes

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

As constantes chuvas que atingem a cidade este mês estão provocando aumento no preço de alguns legumes vendidos no atacado. Há mais de uma semana o quilo do tomate, por exemplo, subiu de R$ 0,40 para R$ 1,20 nas barracas da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp). O preço das frutas e das verduras - na maioria das vezes plantadas em estufas - ainda não sofreram reajustes. Os produtos hortifruti ainda não tiveram alta para as compras do varejo.

Expostos à chuva, diversos legumes estragam com facilidade e começam a faltar no mercado, o que faz com que os valores das mercadorias subam. “Com as chuvas, os legumes em geral são bem afetados. A maioria das estufas tem verduras porque a área é menor e dá menos produção, já a área de legumes é bem maior”, aponta Cláudio Tanaka, que comercializa legumes na Ceagesp.

Segundo ele, alguns produtos dobraram de preço, caso do chuchu, cujo quilo foi de R$ 0,50 para R$ 1,00 em média. A abobrinha, que custava R$ 0,30 o quilo, é vendida a R$ 1,20. “A cenoura, que fica debaixo da terra, começa a estragar facilmente com muita água. O quilo, de R$ 0,90, custa hoje R$ 1,20”, detalha.

Apesar de também prejudicadas pelas chuvas, as frutas não tiveram aumento de valor. “As frutas não estragam tanto como os legumes. Porém, o maracujá, a uva e o limão estão ruins de colher”, diz o permissionário do Ceagesp Mauro Lavado. “Por enquanto os preços não subiram, mas do jeito que está, as frutas começam a estragar e o preço podem subir”, avisa. Paulo Marciano, que também comercializa frutas e verduras no Ceagesp, concorda. “Os preços ainda não subiram, mas a chuva pode atrapalhar dentro de 15 dias”, diz.

O permissionário e produtor de frutas William Basílio compartilha da mesma opinião de seus colegas. Ele destaca que a uva rosada, por exemplo, é uma das mercadorias mais atingidas pelas chuvas. “Em muitas hortas, o acesso é difícil porque é terra e os caminhões não consegue entrar para colher as frutas”, diz.

Hortas

A situação é a mesma nas barracas de produtores particulares. As chuvas estragam as verduras e atrapalha a produção, reclama Gustavo Luiz Baio, que comercializa verduras em uma horta localizada próximo ao Camélias. “Na época de chuvas, como (anteontem) que foi mais forte, a verdura começa a melar e apodrecer no canteiro”, diz.

Apesar disso, Baio não modificou os valores de suas mercadorias. “No momento nem podemos subir de preço porque o pessoal não está preparado e os o salários estão difícieis”. Entretanto, ele diz que em função da menor oferta, seus produtos podem ter uma pequena alta. O pacote de alface, por exemplo, que é vendido atualmente a R$ 1,30 poderá custar R$ 1,50.