08 de julho de 2026
Articulistas

Centros de excelência


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Bauru e região podem ser considerados privilegiados na questão de prestação de serviços de saúde. Há centros de excelência de causar inveja.

A começar pelo Centrinho, com sua abrangência, atingindo todo o Brasil, considerado uma instituição exemplar na reabilitação das dismorfias craniofaciais, além de seu quadro de profissionais altamente qualificado, gozando de conceito internacional pelas pesquisas que realiza, pela resolutividade que atinge e pelos índices hospitalares excelentes (mortalidade, infecção hospitalar, taxa de ocupação).

A ativação relativamente recente do Hospital Estadual trouxe a possibilidade de um replanejamento dos serviços ambulatoriais e hospitalares, a implantação de atividades médicas até então pouco exercitadas pela carência de leitos, a contratação de inúmeros profissionais da saúde, o exercício de uma administração hospitalar voltada para responder a indicadores de necessidade e a apresentação de um novo conceito em conforto aos que precisam ser internados.

O Hospital de Base beneficiou-se com isso, pois também se replanejou, já que pode deixar a responsabilidade integral de responder por todas as internações. Atuam, Hospital de Base e Hospital Estadual, complementarmente, e isso só traz vantagens. Atividade desenvolvida no primeiro não precisa ser duplicada no segundo. Além de economia ao Sistema Único de Saúde (SUS), exercitam uma das pedras fundamentais da filosofia do sistema.

A Maternidade Santa Isabel e o Hospital Manoel de Abreu, que como o Hospital de Base são gerenciados pela Associação Hospitalar de Bauru, são outras instituições de respeito, com características próprias e bem definidas nesse complexo, como doenças infecto-contagiosas, no caso do Manoel de Abreu.

Bem próximo a Bauru, o Hospital Amaral Carvalho, também de elevada especificidade, cada vez mais se torna um outro centro de excelência para a região, desenvolvendo novas técnicas de tratamento, pesquisas diretamente relacionadas à cura das neoplasias, proporcionando aos pacientes do SUS acesso a uma área sempre reprimida quanto à demanda. Não se pode esquecer, por outro lado, que também no Hospital Manoel de Abreu algumas atividades semelhantes são realizadas.

Talvez pudesse ser incluída a Faculdade de Medicina de Botucatu, pela sua vinculação com o Hospital Estadual em termos administrativos, mas sua vocação maior dirige-se a outra região de saúde.

Entendo que quando o empresário Ricardo Coube disserta, com pontos absolutamente corretos, das necessidades para Bauru readquirir a preferência de investimentos de grandes e médios conglomerados, não pode se esquecer de citar que, na área da saúde, Bauru pode prestar a novos empresários serviços de centros de excelência, como hoje a população em geral os recebe.

O autor, Luiz Fernando Ribeiro, é médico