09 de julho de 2026
Auto Mercado

Nervosinhos x Sossegados

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Se houvesse uma maneira de classificar os motoristas conforme suas reações no trânsito, certamente duas categorias se sobressairiam: os “estourados” e os sossegados. Poucos admitem integrar a primeira, mas muitos confessam que, dependendo dos erros dos outros em sua frente, costumam perder a paciência.

É o caso do comerciante bauruense Saulo Júnior, que adotou a motocicleta como principal meio de transporte. Ele conta que, recentemente, chegou a conversar rispidamente com o condutor de um veículo que trafegava na contramão próximo à sua empresa. “Andei a cidade inteira e não tive qualquer problema. Mas quando estava pertinho do trabalho, um cidadão com o carro lotado andava na contramão e, por muito pouco, não me atropelou. Fiquei muito bravo”, recorda.

Apesar disso, ele ressalta que nunca brigou no trânsito. “Sou calmo. Mas acho que se alguém faz algo absurdo na direção, precisa ser alertado das besteiras que comete”, sustenta. Para o comerciante, rodar de moto é muito mais estressante do que de carro. “É preciso ter mais atenção e dirigir para você e para os outros. É como guiar um avião sem olhar para o painel”, compara.

Igual linha de raciocínio segue o gerente de produção bauruense Celso Geraldo Sposito, que define-se como um motorista calmo. No entanto, ele pondera que apenas duas situações - apontadas pela pesquisa da USP - o irritam quando está ao volante. “Não suporto quando há alguém lento na esquerda e aqueles que ficam forçando a ultrapassagem mesmo se você já estiver no limite de velocidade da via”, frisa.

Mas ele também faz questão de enfatizar que jamais foi adepto de atitudes bruscas no trânsito. “Nunca gesticulei, discuti ou briguei. É algo que não leva a nada e muito arriscado de fazer”, salienta Sposito. Quem pensa da mesma forma é o auxiliar radiológico bauruense Emerson Antônio da Silva, que não se abala com nada no trânsito. “Faço de tudo para não me envolver em problemas. Dou passagem para os apressadinhos e finjo que nem vejo os que não dão seta corretamente”, garante.

Mas ele toma alguns cuidados para manter o alto astral na direção. Além de distrair-se com as músicas, jamais sai de casa para algum compromisso “em cima da hora” e nunca utiliza a buzina do carro, dois fatores que ele considera causadores de estresse.