11 de julho de 2026
Geral

Polícia tenta desvendar mistério do menino que sumiu em Piratininga

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Uma equipe multidisciplinar da Universidade de São Paulo (USP) vai estar em Bauru, na próxima terça-feira, na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para coletar material dos pais de Josiel Dias Cardoso, desaparecido em 2003, no distrito de Brasília Paulista, município de Piratininga. Essa é mais uma tentativa da polícia para desvendar o mistério que envolve o caso há quase dois anos.

Todo o procedimento vai ser acompanhado pelo biólogo e geneticista do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho), Esiquel de Miranda.

Na opinião do delegado titular da DIG, José Jorge Cardia, é mais uma tentativa de encontrar o menino Josiel. “Esgotamos todas as possibilidades no campo operacional. Ouvimos todos os moradores do distrito e locais adjacentes, ninguém sequer deu uma pista. Fizemos buscas em fossas e em outro locais onde o garoto pudesse ter caído.”

O delegado enfatiza que o desaparecimento ainda é um mistério. “Nesses dois anos, não recebemos nenhuma denúncia e atuamos em várias frentes. Estamos com nossa equipe de inteligência trabalhando no caso e apelamos para o exame que pode resultar na localização da criança.”

Cardia espera que, com o resultado no banco de DNA da USP, a criança possa ser localizada. “Vamos tentar comparar com as crianças recolhidas em instituições estaduais, no período de desaparecimento para ver se conseguimos resolver o caso.”

A equipe da USP, segundo ele, vem com psicólogo e assistente social para amparar aos pais e dar mais informações sobre o exame e o resultado.

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Relembre o caso

O menino Josiel Dias Cardoso desapareceu no dia 23 de fevereiro de 2003. Na época estava com dois anos. Ele foi visto pela última vez por volta das 13h, no distrito de Brasília Paulista, município de Piratininga. A criança morava em Bauru, mas estava com os pais, a passeio, na casa do avô paterno.

Ele desapareceu logo após o almoço, contou na época o pai, o pintor de paredes Reinaldo Antonio Cardoso. “Nós almoçamos na varanda da casa. Ele acabou de comer e me entregou o prato. Eu fui levar o prato na cozinha e quando retornei, ele não estava mais.”

O mais intrigante da história é que o fato aconteceu num curto espaço de tempo e ninguém viu absolutamente nada. A polícia investigou várias frentes, inclusive com a ajuda de bombeiros e pessoal do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru, explica o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), José Jorge Cardia.

No dia do desaparecimento, no distrito de Brasília Paulista havia um torneio de futebol que reuniu 15 equipes de diferentes localidades da região, que engrossou a pequena população estimada em 150 habitantes.

Na época, a mãe da criança, Leandra Maria Cardoso, lembrou que o pequeno Josiel não sabia dizer perfeitamente seu nome e endereço e pouco conhecia da localidade de onde desapareceu.