08 de julho de 2026
Regional

Avós criam galinhas para agradar netos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Lucas e Mateus de Oliveira Dalbeto são irmãos e moram na cidade de Paranapanema (região de Avaré), mas durante as férias escolares mudam de endereço: vão para a casa dos avós maternos, Vali Cardoso de Oliveira e Benedito Lázaro de Oliveira, em Agudos. É ali que eles se divertem andando de bicicleta na rua e cuidando das galinhas que eles mesmos trouxeram para criar na casa da avó, a funcionária pública Vali Cardoso de Oliveira.

‘Corujona’, a avó confessa que se não fosse por eles não teria o galinheiro no quintal. “Eles trouxeram dois franguinhos e começou a criação. Eu deixo, porque eles curtem brincar com as galinhas e na casa deles não tem espaço.”

O avô fica responsável pelos passeios na rua. “Eles gostam de andar de bicicleta na rua. Eu vou com eles. Aqui na rua tem pouco movimento de carros e eles podem brincar à vontade”, comenta o avô.

A pelada no campo de futebol também é acompanhada pelo avô, que confessa não ter mais tanta energia para jogar com os netos. “Eles não cansam, querem jogar bola por muito tempo.”

Apesar do trabalho dobrado, os avós não reclamam. “É uma alegria recebê-los. Não cansa porque eles não dão trabalho. Obedecem sempre e não brigam.”

O avô diz que durante as férias fica ocupado. “Estou aposentado e as crianças ocupam meu tempo livre. Muda totalmente minha rotina, porque os meninos ficam brincando até tarde e há dias em que vão tomar banho só por volta das 21h.”

A avó confessa que o número de peças de roupas para lavar aumenta, assim como o consumo de água e energia. “Mas é tão prazeroso que a gente nem nota.”

Sem camisa

Os meninos gostam de ficar sem camisa, mas os pais geralmente proíbem. Na casa dos avós, tirar a camisa e andar descalço é permitido. “Eu deixo porque eles gostam. Faço tudo o que eles querem, para mim é importante que eles se sintam bem aqui”, confessa a avó.

Na visão dos netos, as manhas que os avós dão é recebida com muita alegria, conta Mateus. “Aqui posso ficar sem camisa e descalço. Não faz mal. Posso sair na rua, jogar bola e andar de bicicleta a toda hora. Na minha casa é diferente.”

Lucas diz que a casa dos avós é onde ele come bolo e todos os doces que gosta. “Ela faz para mim. Eu jogo bola, ando de bicicleta e jogo videogame a hora que eu quiser.”

Além da mudança de horários, os avós também mudam o cardápio. “As crianças gostam muito de doces. Quando estamos sem eles em casa, não fazemos muitos doces. Os doces preferidos deles são os pudins, especialmente o baiano, e o pão de leite.”

Na casa dos avós, os netos também mudam os hábitos. “Aqui eles acordam, mal tomam café e correm para o galinheiro. Para entrar lá, eles trocam de chinelo para não sujar a casa. Eles fazem isso, não é preciso mandar.”