É inquestionável que a informação está cada vez mais democraticamente acessível a todos e em todos os lugares. Já não sucede mais o que se percebia há décadas, quando a oportunidade de se associar ao desenvolvimento era pouca, pois não se dispunha das informações mínimas necessárias.
De uns tempos para cá, o mundo tornou-se pequeno diante da acelerada informatização e do descomedido aumento da diversificação de comunicação que favoreceram o advento de uma nova ordem social e individual, cujo comportamento foi alterado pelos poderosos instrumentos com que a humanidade se armou e se transformou numa aldeia global. Daí o termo globalização de todos os povos e países tornando-os interdependentes, tanto em termos econômicos, quanto sócio-culturais.
Neste contexto, compete à escola elaborar critérios que permitam a preservação de certos valores humanos essenciais, de modo a manter as próprias características, ou seja, sem deixar descaracterizar a sua identidade. Também cabe à escola, saber lidar com as mudanças objetivas de ordem técnica e econômica, auxiliando o seu aluno a transformar informação em conhecimento e o mesmo, por em prática, pois o importante é o desenvolvimento da capacidade de conhecer, de pensar, de julgar, de aprender, e de aprender a aprender.
Há possibilidade, portanto, de tornar explícita a firme convicção de que a sucessão de mudanças socioeconômicas, proporcionadas pela abrangente revolução tecnológica, possam não apenas manter os valores fundamentais (dignidade, auto-respeito, liberdade individual) como também, ampliar a eficácia da reorganização da comunidade escolar, quando se poderá dar um passo decisivo para a construção de uma sociedade justa e humana.
Wilma Sanches, professora e especialista em Língua Portuguesa