A organização não-governamental (ONG) “Fórum de Discussões de Bauru” protocolou ontem uma representação para que o Ministério Público (MP) investigue as causas que levaram o Bauru Atlético Clube (BAC) a fechar suas portas em função de uma séria crise que estaria provocando, inclusive, a dilapidação do patrimônio do clube em função do abandono das instalações de sua sede social, localizada no bairro Altos da Cidade.
Na representação, o presidente da ONG, César Ferreira, pede ainda ao promotor da Cidadania e Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene, a “eventual responsabilização civil e criminal dos responsáveis”. Ferreira, que assina o documento elaborado com base em matéria publicada no JC da última quarta-feira, acusa o presidente do Conselho Deliberativo do clube, o corretor de imóveis Gerson Cardoso, de omissão em apurar a situação.
A ONG critica, ainda, a inexistência da Diretoria Executiva uma suposta centralização das decisões sobre o futuro do clube nas mãos de “apenas um ilustre corretor de imóveis e de anônimos conselheiros, sem a oportunidade sequer de todos os associados participarem” do processo.
Cardoso contesta este ponto da representação ao anunciar que na próxima semana o conselho se reunirá, em assembléia, para a escolha da Diretoria Executiva, mas garante que o clube está “à disposição” e de “portas abertas” para qualquer entidade. “Não temos segredos, o BAC é um livro aberto”, diz Cardoso.
Ainda segundo o dirigente, todos os sócios serão convocados a participar deste processo de resolução dos problemas do clube. “Vamos chamar até mesmo aquele sócio que há dez anos não aparece nem paga mensalidades, mas que em momentos como este gosta de se manifestar. Independente disso, temos o dever e a obrigação de mostrar o que se passa com o clube”, diz. “Temos um compromisso com os associados e com a comunidade. Se o BAC sobreviver, quem ganha é a sociedade bauruense”, completa.