09 de julho de 2026
Política

PFL quer reverter mau desempenho

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

O diretório municipal do Partido da Frente Liberal (PFL) reuniu-se ontem para uma avaliação que, conforme seu presidente, Dudu Ranieri, resultou numa análise clara de que houve um erro de estratégica política nas eleições de outubro de 2004. O partido ainda lamenta ter elegido apenas Paulo Eduardo Martins Neto para a Câmara Municipal.

Pior ainda estaria sendo assimilar a perda, por 44 votos, da segunda cadeira no Legislativo, que seria do candidato Luiz Carlos Bastazzini, servidor municipal da Secretaria de Saúde que recebeu 1.860 votos. “Se tivéssemos lançado candidato próprio (para prefeito), com certeza teríamos o segundo vereador, com probabilidade de fazer atémais na medida em que uma chapa majoritária puxa votos. O PFL apoiou a candidatura de Luiz Carlos Valle (PSB), que não conseguiu chegar ao segundo turno.

Outra dificuldade que o PFL bauruense está sentindo é a desmobilização dos correligionários. Dudu contabiliza que algumas reuniões do partido contaram com a presença de mais de 200 pessoas, num inchaço decorrente do período em que ele assumiu por 23 dias a cadeira de prefeito, em 2003, após o afastamento temporário de Nilson Costa. Ontem, no entanto, apenas 22 pessoas estavam presentes.

Dudu não se ilude com os números, pois entende que muitos que engrossaram as reuniões apareciam por interesse. A meta agora é reaglutinar aqueles que se afastaram por desestímulo e trazer lideranças que possam somar.

A reunião de ontem teria ganhado importância com adiscussão da proposta do presidente da Empresa de Desenvolvimento Rural e Urbano de Bauru (Emdurb), Renato Purini, de terceirização da coleta de lixo e dispensa de 130 servidores envolvidos no serviço. Dudu acredita que a reunião na Câmara Municipal, na próxima quarta-feira, será “dirigida”. “Como foi a anterior (segunda-feira passada) na USC. O Purini tem relacionamento com a grande maioria dos vereadores que da legislatura anterior. Apesar da amizade e do corporativismo, entretanto, o prestígio político dele está em jogo e aí a tomada de posição terá de ser bem pensada”, alfineta.

Na opinião do pefelista, Renato Purini não tem argumentos para defender a tese da terceirização. Quanto à administração Tuga Angerami, o presidente do PFL adianta que seu partido terá uma postura de oposição. “A continuar nessa tônica, com certeza vamos ser oposição. Uma oposição que vai estar contra aquilo que entendemos que vai ser contra os interesses da população. Vamos apoiar o que for bom”, ressalta.