08 de julho de 2026
Regional

Encontrados cinco corpos em chácara

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil de Marília encontrou corpos enterrados em uma chácara onde funcionava um bordel, na Vila Romana. Foram achados três cadáveres anteontem à tarde e outros dois ontem, por volta do meio-dia.

Duas vítimas, uma mulher e um homem, ainda não haviam sido identificadas até o início da noite de ontem. Os outros corpos são de Antônio Carlos de Oliveira, 27 anos, conhecido como Chico Tatuagem, Marcos Roberto Carneiro, 34 anos; e Eduardo Gonçalves da Silva, 24 anos.

Esses dois últimos foram encontrados ontem, próximo ao local onde os policiais haviam achado os outros três no dia anterior. De acordo com a Polícia Civil, Carneiro e Silva desapareceram na quarta-feira passada. Eles haviam saído juntos, mas em veículos separados.

Carneiro estava em um Fusca e Silva em uma moto. Tanto o Fusca quanto a moto haviam sido localizados pela polícia, mas as duas vítimas continuavam desaparecidas.

Ambos estavam enterrados em uma mesma cova rasa, com perfurações feitas provavelmente por faca em várias partes do corpo e na cabeça. Segundo a polícia, as três vítimas indentificadas até ontem são de Marília.

O local onde estariam os corpos foi indicado por denúncia feita em uma outra investigação que está sendo conduzida pela Polícia Civil de Marília. Na chácara, os policiais encontraram sangue em um dos colchões dos vários quartos utilizados pelo bordel.

O primeiro corpo só foi localizado depois que um investigador localizou indícios de cal, que pode ser utilizado para minimizar o mau cheiro provocado pela decomposição.

Após duas horas de buscas foi achado o primeiro corpo. Logo depois, foi encontrada outra cova, com mais dois - um casal. O rapaz estava amarrado e amboas haviam sido degolados. A mulher estava semi-nua.

Em cima das covas, havia grama replantada e galhos de árvore. Todos foram enterrados à beira do córrego Palmital, que separa a zona leste da zona norte.

A polícia ainda não sabe o que teria motivado os crimes. O laudo sobre o tempo em que os corpos permaneceram enterrados deverá ser emitido nos próximos dias pelo Instituto Médico Legal (IML).

A polícia suspeita que o local funcionasse como ponto de venda de drogas. O delegado chefe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília, José Carlos Costa, não deu detalhes de como a suposta chacina foi descoberta.